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Mostrando postagens de 2010

As Origens do Pensamento Grego

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Jean-Pierre Vernant, ao escrever o livro “As Origens do Pensamento Grego”, procura resgatar um aspecto social que muita falta tem feito no mundo atual: “O Humanismo”. É digno de nota que entre o pensamento grego havia valores que determinavam o que é cultura. Hoje, a ausência desses valores e do humanismo tem gerado uma “sociedade tecnocrata”. Neste procurarei através do pensamento de Vernant, entender o pensamento grego, suas origens e como esse pensamento pôde influenciar de modo positivo uma sociedade.


Entre os séculos VII e VIII surge a polis grega, ou as cidades-estado. Essa foi uma invenção que teve um aspecto social inteiramente novo entre os gregos.

Um primeiro aspecto de influência da polis se dava ao fato de haver uma superioridade da palavra sobre outros instrumentos do poder. Os gregos transformaram o uso da palavra em uma verdadeira divindade. Raciocinam que esse poder das palavras já é sentido nos rituais religiosos e nos decretos reais. Agora desejam levar essa importân…

A Cidadania entre os Romanos

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“ROMA”... Esse nome com certeza evoca a idéia de um império poderoso e duradouro. Não só o poderio militar de Roma era imponente, mas também sua política e sua cultura. Como era tratado o ser individual neste império? O texto de Pedro Paulo Funari nos apresenta o mundo romano que criou sistemas, filosofias e idéias que até hoje são perseguidos.


Funari mostra logo no começo do seu texto que devido à diversidade de povos existentes em Roma, uma característica desta cidade era a liberdade que se tinha ao seguir sua cultura pessoal, seus costumes religiosos e de ter direitos básicos a cidadania. Diferente dos gregos, que tinham a polis em primeiro lugar e só depois vinha o cidadão, para os romanos era o conjunto que formava a coletividade.

As instituições e formas de governos romanos originais foram estabelecidas pelos etruscos, que eram os principais invasores. Neste sistema havia uma divisão de grupos: a nobreza e o restante da população. Da mesma forma duas divisões existiam entre os …

UM "RIO CHAMADO ATLÂNTICO".

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Alberto da Costa e Silva, no seu livro “Um Rio Chamado Atlântico”, apresenta uma visão excepcional sobre a relação Brasil/África. Do lado da “outra margem do Rio Atlântico”, seja do lado ocidental ou do lado oriental, semelhanças entre brasileiros e inúmeros povos africanos são bem visíveis. Com base no texto de Costa e Silva e alçado nas discussões e debates em sala de aula, procurarei encontrar elementos culturais que ligaram o Brasil e a África. O autor nos mostra que o Brasil teve uma contribuição cultural nada desprezível com elementos que contribuíram para a união Brasil/África. Essa contribuição brasileira não se deram só pelo volume e categoria dos escravos que retornaram ao continente de origem, mas também em como o tráfico desempenhou um papel importantíssimo nas ligações orgânicas entre as duas margens do “Rio Atlântico”. Houveram trocas culturais nas duas direções. A África recebeu e africanizou a rede, o milho e a mandioca. O Brasil por outro lado, utilizou o Dendê, a Malagu…

O MUNDO BIZANTINO

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"Bizâncio", este nome com certeza inspira, nos estudiosos, uma verdadeira admiração, pois através de uma cidade, um império ficou fortemente estabelecido. O objetivo deste texto é falar um pouco  sobre o império que até os dias de hoje tem sua influência. Alguns chegam ao ponto de dizerem que o império diversificou mas que nunca chegou ao seu fim completo. o fato é que na época este era o centro do universo. Vejamos, então, um pouco deste universo de poder e glória.
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        Bizâncio era uma antiga cidade estado, uma polis, situada às margens do Bósforo. Sua importância era pequena no cenário político da época. Porém, quando Constantino (306-37), escolheu esta cidade para se tornar a nova capital do Império, ela passou de uma cidade sem expressão para o “centro do universo”. Constantino rebatizou a cidade com o nome de “Constantinopla”, em homenagem a ele próprio. Tudo indica que sua escolha se deu devido ao ponto estratégico da cidade, q…

Nos Braços da Morte: A Peste Negra no Limiar da Idade Média. baseado no Artigo da Profª Renata Cristina de Sousa Nascimento.

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Este Texto esta baseado no Artigo “Nos Braços da Morte: A Peste Negra no Limiar da Idade Média”, da Profª. Drª. Renata Cristina de Sousa Nascimento, publicado no livro “História Medieval II: a baixa idade média”, organizado por José Carlos Gimenez, nas paginas 99 a 111.



“No ano do Senhor, 1348, aconteceu sobre quase toda a superfície do globo uma mortandade que raramente se tinha conhecido semelhante. Os vivos, de fato, não conseguiram enterrar os mortos, ou os evitavam com horror. Um terror tão grande tinha se apoderado de quase todo mundo, de tal maneira que no momento que aparecia em alguém uma úlcera ou um inchaço, geralmente embaixo da virilha ou da axila, a vítima ficava privada de toda assistência, e mesmo abandonada por seus parentes. O pai deixava o filho em seu leito, e o filho fazia o mesmo com o pai. Não é surpreendente, pois, que quando numa casa alguém tinha sido tocado por este mal e tinha morrido, acontecesse muito frequentemente, todos os outros moradores terem sido co…

O HOMEM BIZANTINO.

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Esta dissertação tem como base o livro “O Homem Bizantino”, de R. Browning, e associados. Nas paginas 21 a 41. Onde abrangeremos a temática: “Os pobres e a pobreza no Império Bizantino”.             Em Bizâncio, a sociedade possuía características distintivas que tornaram o homem bizantino diferente. Aspectos como herança do passado e também a tipologia cultural deste povo, foram responsáveis pela formação de uma camada social com várias classificações. Nesta dissertação, porém, daremos atenção à questão da pobreza, seu surgimento, sua permanência, e como se procurou anemizar esse problema social da época, bem como consideraremos como essa camada da sociedade bizantina teve uma participação significativa na desestabilização do império.             Entre os séculos IV e VI, na nova Roma do Bósforo, Constantinopla, os pobres e a pobreza encontraram espaço apropriado para sua instalação e rápida reprodução. Quando analisamos esta sociedade sob esse olhar o que se observará é uma visão radi…

IMPERIALISMO GRECO-ROMANO

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Baseado no texto de Norberto Luiz Guarinello farei uma rápida dissertação sobre o Imperialismo Greco-Romano. Tentarei estabelecer algumas das problemáticas em se estudar um império antigo, bem como tentar entender as causas, motivações e conseqüências da expansão Greco-Romana. O conceito Em geral quando se usa esse termo, Imperialismo, a idéia que se nos remete é uma fase específica do desenvolvimento do capitalismo. Na visão contemporânea é sempre citada como envolvendo uma expansão que se caracteriza política e economicamente. Embora tal expansão sempre tenha como fator forte o componente político-militar, para as concepções atuais o principal ponto de concentração é essencialmente econômico, ou seja, envolve diretamente o modo de produção e tem nesta sua mola propulsora. Portanto, vale neste momento de nossa analise do Imperialismo Greco-Romano, estabelecer o conceito de Imperialismo a que estaremos dando consideração. Embora o emprego desta palavra com sua significância sejam de uso …

HISTÓRIA & TEORIA Historicismo, Modernidade, Temporalidade e Verdade

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Esta resenha tem como base o livro de José Carlos Reis, História & Teoria, alçado nos sub-capitulos com os temas: Modernidade e história-conhecimento, pags. 36 a 42; A pós-modernidade, pags. 42 a 53; e Pós-modernidade e história-conhecimento, pags. 53 a 62, da 1ª seção. Este livro foi publicado pela editora FGV do Rio de Janeiro, com edições em 2003, 2005, 2006 e finalmente a Reimpressão em 2007, que é a edição que estamos utilizando. Neste texto resenhado, José Carlos Reis, faz uma abordagem sobre os caminhos da historiografia no século XVIII, onde predominava a filosofia e a Razão histórica. Anda também no século XIX, onde a história quer se emancipar para Ciência histórica. Passando por último para o século XX, onde pode se destacar duas fases distintas da História: na primeira parte, uma História-ciência, que vigora na primeira metade do século, e, na segunda parte, a Anti-ciência na História, ou a Anti-história na ciência, que se passa no final do século. A obra de José Carlos …