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terça-feira, 20 de julho de 2010

A Expansão Ultramarina Portuguesa dos Séculos XV e XVI

Este artigo Resume brevemente o sucesso náutico dos portugueses entre os séculos XV e XVI nas navegações. Eles se tornaram um dos principais expansionistas de territórios e com certeza foram responsáveis pelo redesenho da Geografia mundial. Houve a determinação de alguns homens, que embora nunca tenham conseguido finalizar seus esforços, foram destemidos, pioneiros, e muitas vezes até visionários. Tais Homens intrépidos foram marco nas descobertas e expansões territoriais.


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A Expansão Ultramarína Portuguesa dos Séculos XV e XVI

Durante o século XV, Portugal atingiu sua supremacia ultramarina, com suas expedições bem sucedidas, o que além de reconhecimento lhe deu muito lucro.

Desde os primórdios do século XV, o grande desafio era atingir às Índias em busca de especiarias e ouro. Pedro de Covilhã, navegando pelo mar mediterrâneo realizou este feito. Portugal viu a necessidade de conquista do Ceuta, para estabelecer ali sua base marítima. Com o domínio do norte africano pelos Muçulmanos, tal navegação se tornou inviável.

Portugal como grande explorador marítimo da atualidade, lança como objetivo atingir as Índias, através de contornar a costa africana pelo cabo das tormentas. Tal feito daria aos portugueses o monopólio de especiarias. D. João II estava determinado a encontrar tal passagem e usufruir dos benefícios que este proporcionaria a dinastia dos Ávis.

Nas descobertas portuguesas, o Infante D. Henrique, tem papel de destaque. Argonauta destemido colocou todo seu empenho em prol dos objetivos reais. De posse de bulas papais, que concedia ao reino português o direito de explorar, subjugar e escravizar os infiéis (não-cristãos), o Infante Dom Henrique percorre e subjuga importantes regiões na costa africana. Contudo, somente com Bartolomeu Dias é que se consegue finalmente o contorno do cabo das Tormentas.

 Nesse ínterim, a esquadra espanhola consegue grandes feitos, se colocando em franca disputa com o reino de Ávis.

Em 1492, no seu retorno expedicionário, Colombo anuncia ter visto terras no que viria a ser o continente Norte-americano. D. João II reivindica para Portugal o direito a exploração destas terras, tendo por base o Tratado de 1480, que dava a Portugal o direito a exploração de novas terras descobertas.

Castelha busca apoio papal. Assim, em 1943, o papa Alexandre VI, escreve uma bula papal que concede a Espanha o direito a explorar as novas terras avistadas.

O imperialismo europeu viu a necessidade de intermediar a disputa entre seus principais representantes. Assim, em 1494, criou-se o Tratado de Tordesilhas, que foi um marco na partilha econômica colonial. No princípio, os limites foram fixados a 350 léguas das ilhas Canárias, mas com as reivindicações portuguesas, estes ficaram estabelecidos a 370 léguas das ilhas Canárias. O Oeste seria de exploração espanhola, a Leste tal exploração ficaria para os portugueses.
É claro, que nem Castelha, nem Portugal tinha a real intenção no cumprimento de tal tratado, tanto que uns vinte e oito anos depois, ainda se discutia sobre a fixação de seus limites, sem, contudo chegarem a um acordo.

Porém, Portugal via neste tratado, a oportunidade de proteger a passagem para as Índias através do contorno ao cabo da boa esperança.

Em 1496, os espanhóis anunciaram oficialmente a descoberta das terras Norte-americanas. Portugal viu então a necessidade de um empreendimento de maior porte. Em 1500, logo no seu começo, Pedro Álvares Cabral, recebeu o titulo de comandante supremo da marinha portuguesa. Ele organizou uma expedição e partiu com uma frota de 13 navios, na sua maioria naus. Com uma mudança drástica de direção para o Oeste, chegam finalmente, em 21 de abril de 1500, a um monte que o chamam de monte Pascal. No dia seguinte, aportam em terras que são chamadas de terra de Vera Cruz.

Pedro Álvares Cabral, parte então com sua esquadra rumo às Índias e contornam o cabo da boa esperança, estabelecendo assim o seu objetivo inicial.

Com as conquistas portuguesas, o reinado dos Ávis, se projeta definitivamente como soberano dos mares.

A expansão Européia, só Foi possível, justamente pelos esforços de portugueses e espanhóis. Eles possibilitaram assim o antigo sonho de universalização Europeia. Especialmente com Portugal, pode-se ter uma noção real do mundo na época. Houve uma drástica mudança na geografia do mundo de então. A descoberta do Brasil consta como ponta pé, para um novo mundo, até então desconhecido e inexplorado. Esgotado o interesse pelas especiarias indianas, o mundo Europeu voltou seus olhos para as Américas e especialmente o Brasil.

É lógico que, o objetivo dos portugueses bem como dos que aqui tiveram era retirar da terra de Vera-cruz todo seu potencial de lucro, seja como Ouro, Madeiras, ou alimentos. Mas a influência que o Brasil passou a ter na Europa fora muito grande. Por exemplo, durante muito tempo os costumes alimentares tiveram alguma influência na Europa. Então podemos dizer a Expansão Marítima dos Portugueses foi benéfica para todo o mundo, especialmente para os brasileiros.

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