A Reforma Gregoriana e os Cismas

Este Artigo é uma pequena analise dos acontecimentos na era medieval que é denominado pelos Históriadores como a Reforma Gregoriana. Este período é assim denominado por ter no Papa Gregório VII, seu principal defensor. É claro que, o que moveu esses eclesiásticos a empreenderem uma reforma tão grande, foi com certeza o desejo de ver uma moralização da igreja. Moralização essa que nunca aconteceu, pois nem sempre esses mesmos eclesiásticos reagiram como deveriam, e em muitos casos eles foram o problema para que efetuasse essa pretendida moralização. No final, o resultado foi um grande estremecimento da igreja católica, não por causa da reforma em si, mas sim por pequenas e até mesmo mesquinhas causas.
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A Reforma Gregoriana e Os Cismas

Na reforma Gregoriana, tentou-se estabelecer a Hiérocracia, que era o estabelecimento da Supremacia Papal, acima do poder temporal. A igreja acreditava que pelo fato de serem representantes de Deus, estavam mais habilitados para exercerem um governo justo e que levasse as pessoas aos caminhos de Deus. Assim nos explica José Antônio Camargo Rodrigues Souza.

Os principais reformistas foram: Gregório VII, de 1021 a 1085; Clemente III, de 1161 a 1216; e Bonifácio VIII, de 1234 a 1303. A reforma era baseada, primeiro na revelação bíblica. Acreditava-se que certas passagens bíblicas como Mateus capitulo 16 e João capitulo 21, onde Jesus dava a Pedro as chaves simbólicas do reino e o incumbia de pastorear as ovelhas, dava direitos, ao papa, por ser sucessor de São Pedro, a exercer um governo sobre os homens. Segundo, havia o direito Romano de governar. Terceiro, o Neoplatonismo que era a filosofia de que a igreja era O TODO, era o instrumento necessário para estabelecer a união dentre os fiéis.

A monarquia Papal buscava assim, suplantar os governos dos homens comuns pelo governo eclesiástico, por acreditar que estes não estavam habilitados para dominarem o seu semelhante.

A reforma Gregoriana iria combater sintomas como a “Simonia”, que era a compra de cargos eclesiásticos. Também teria que enfrentar a “Investidura”, que era a designação feita pelo rei, a cargos eclesiásticos, como favor, ou recompensa a feitos a favor do reino, mesmo a alguém que não possuía o dom eclesiástico. E por último combateriam o “Nicolaísmo”, que era praticado por eclesiásticos que mantinham abertamente um relacionamento conjugal.

Dentre os ideais da reforma estava a libertação da igreja da tutela governamental e também a busca da espiritualização dos povos. Neste ponto, havia o desejo (Cluny) que era, primeiro espiritualizar a classe eclesiástica, mantendo no cargo apenas os que possuíam vocação para tal serviço. Posteriormente, pretendiam espiritualizar os povos.

Dentre os principais acontecimentos reformistas, podemos citar o que aconteceu em 1073, quando Gregório VII se torna Papa e tem como objetivo combater a investidura. Outro acontecimento importante foi a criação dos “Dictatus Papae”, em 1075, que eram ditados do papa, que visavam a normalização da Fé Católica. Em 1076, o rei Henrique V, que fazia uso da investidura como meio de buscar apoio político, é censurado pelo papa Gregório VII, e como não acatou a censura foi Excomungado.
No ano de 1077, Henrique V, pede perdão e é assim livrado da excomunhão. Mas, tudo mostra que seu arrependimento não era sincero, era apenas uma manobra política, pois o seu apoio por parte dos católicos ficara reduzido e assim ele ficou em grande perigo diante de seus inimigos. Agora que sua excomunhão fora retirada, ele continua com a pratica da Investidura. Essa atitude leva-o a ser pela segunda vez excomungado. Essa situação continuou até 1085, ano em que morreu o papa Gregório VII, e assim com outros sucessores no papado a questão da investidura deixou de ser combatida de forma tão veemente.

Anteriormente, no ano de 1054, houve uma rachadura nas bases da igreja, provocadas por causa da discussão sobre o uso de pães fermentados nas hóstias. Com isso, a um rompimento entre católicos do Ocidente e do Oriente. Passa-se a se denominarem de Igreja Católica do Ocidente e Igreja Ortodoxa Oriental.

Outro estremecimento causado na igreja católica do Ocidente se deu em 1378, com o empossamento de dois papas, um em Roma, e outro na França em Avignom. Isto se deu pelo fato de que na ocasião do seu papado, Clemente V, muda-se para Avignom, no sul da França. Após a morte de Gregório, os eclesiásticos elegem Urbano VI para que o papado volte e fique em definitivo em Roma. Porém, Urbano VI, não se dá com a maioria dos eclesiásticos, que por causa deste desacordo elegem Clemente VII, que se transfere novamente para Avignom, enquanto que Urbano continuou como papa em Roma.

Embora Gregório VII, que foi o principal interessado em resgatar essa espiritualização dos povos, não tenha visto o seu objetivo cumprido, séculos mais tarde, em alguns aspectos se conseguiu combater pontos frizados na reforma Gregoriana como a investidura e a Simonia. Embora não se tenha conseguido a espiritualização, nem dos eclesiásticos e muito menos dos povos.

Comentários

  1. ADOREI ESTE TEXTO ACREDITE ELE ME SALVOU TAVA LOUCO AKI SEM SABER O KI FAZER, TENHO PROVA HJ E TAVA RODEADO DE TEXTOS QUE DIFICIES E GIGANTESCOS QUE DIZIAM EXATAMENTE A MESMA COISA DO SEU ARTIGO. MUITO OBRIGADO, FOI BASTANTE ESCLARECEDOR.

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  2. Que bom que meu texto pode te ajudar.
    Bons estudos pra você!

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