quinta-feira, 31 de março de 2011

Contradições do Anverso Versus o Reverso no Verso e na Versão.

Os opostos se atraem!
Então diferente eu quero ser,
Sentir menos eu vou querer,
Mas não quero uma vida vazia.

Os contrários nos seduzem!
Ultimamente estou confuso,
Mas, afirmo: sou inocente!
Mas confesso que estou sem rumo.
E tenho sempre o aviso de urgente.

Diferença encontrada, igualdade procurada!
Consegui arrumar a casa
Mas onde está a porta?
Não vejo também um externo muro
Nem secreto centro.

Alguma coisa certa está errada,
Esses dias você está desorientada,
Mas, afirma: vivo sem pecado!
Mas confessa ser dissimulada,
E tem sempre um desejo desesperado.

Tudo que passou ainda virá!
Não vale guardar tantas mágoas,
Especialmente da febre que nos queimará.
Tenho febre e frio todo dia,
O baço ainda esta inchado,
Mas vou continuar vivendo.

A carta e a fotografia
Que me enviou valem um poema
Que ficou com sua efígie gravada
No bron de doze e dez sílabas
E rimou nos versos planos
Do anverso versus o reverso.

Valeu a Pena! Especialmente a febre.
Hoje me apego no acaso,
Tenho um futuro declarado.
Olhe pro meu rosto, pálido,
Escuro como um dia ensolarado.

Tenho viajado em outras dimensões,
Sou partícula de átomos dispersos.
No peito levo um universo
De infinda beleza e projeção.

Você acha que nós chegamos perto?
Hoje você tem um mundo desencontrado,
Toda sua perspectiva é cheia de muita febre,
Você me olha com o rosto desfigurado,
Mas, brilhante e claro.

Isto foi demais pra mim!
Toda esta efeméride variada
São emblemas da lua
De meia-calça de seu anverso.
Marcas de um trânsito inconseqüente.

Sou temperança que agita,
Tu és a explosão que acalma.
Era pra ser esse nosso final feliz!
Mas as pessoas tinham outra cara,
E no céu havia nove luas.

Sou um ser dotado de sentimentos
E emoções.
Perco-me tantas vezes de mim,
E me sustento somente por uma linha,
Uma débil linha que tem pressa
Na ponta pedaços de marfim,
Que exalam brancura por entre
O anverso dos ossos.

Os opostos se atraem!
Quero ser um beija flor na primavera
Que vê você, rosa vermelha aveludada,
Vou me encher do néctar do seu amor
E me apaixonar, pois sou beija flor!

Os contrários nos seduzem!
Sou igualmente diferente de você.

terça-feira, 29 de março de 2011

Da Cor do Seu Esmalte

Da Cor do Seu Esmalte

Como é que posso te dizer
Sem entre meios,
Sem rodeios,
Quero ser seu modelo,
Quero chamar sua atenção.

Quero estar da cor
Do esmalte que você escolher.
Quero estar no riacho
Que refletir o seu rosto.

Será que escutei
O que você não disse?
Eu não estava voando quando cai
Andando me distrai
Quero ficar debaixo de suas asas.

As cores do seu esmalte têm empatia,
Não há lugar no mundo
Que eu queira estar
Onde eu não veja o teu olhar
Onde eu não sinta o teu amor

Engano seu achar que fosse brincadeira
Andei fazendo planos pra você
Quero te adornar com as cores
Do esmalte usado por Maya,
Rosa Cetim e Rosa Chá.

Jogo-me pra te ganhar
Saio atrás do seu ouvido
Fico esperando o imprevisto.
Não me convença
A não fazer planos pra você.

O tempo é uma bobagem
Diante do amor de quem se ama,
Diante do esmalte de uma campina.
Esperei por tanto tempo,
Esse tempo agora acabou.

Qual a cor do seu esmalte?
Difícil me encontrar
Com seu carinho e atenção,
Difícil não te imaginar
Com celular branco e pingente estrela.

Quero estar da cor
Do esmalte que você escolher,
Quero ir sem medo de ganhar
O amor do seu amor,
Então me jogo pra te ganhar.

sábado, 26 de março de 2011

Tarde Violeta Violenta

Como e possível não saber?
Se eu vim aqui sem medo
Com o coração na mão
Dizer que mesmo estando longe
Eu estava com você.

Eu te encontro neste lugar sublime
Respiro o frescor do hálito azul da tarde
E te vejo tão introvertida
E sei que sua introspecção é profunda.

Não traga de volta o que sofri!
Olhe como sorriem os presidentes
Quando fazem promessas ao inocente.
Invente a lua e o mar
Pra nos refletir e podermos seguir.

Como o sol se encontra com o frio de beira mar
Produzindo uma fragrância de almíscar selvagem,
Vem você voando colorida borboleta,
Notou uma Jovem flor violeta
E com uma paixão violenta
Fica a esperar uma tarde antiga.

Agora que a tarde veio cheia de charme,
Tarde violeta e violenta
Meu coração busca sua presença perfumada.
Sua lembrança invade à tarde
E Gentilmente me violenta a alma.

Hoje não quero que me machuque!
Mas quero me perder
Nos seus lábios cor de violeta,
Quero me encontrar nos seus olhos de gata.

Sem compreender o que acontece
A musica e a poesia se fundem
Num grito desesperado e reivindicador
Movidas pela intervenção
Sempre violenta das forças repressivas
Que vem do sorriso do seu olhar.

Caia da tarde de um domingo,
Violeta algures,
Violeta sozinha,
Violeta sonhadora,
Que pra sempre há de durar.

Sou apenas um menino com aura violeta
Não nasci sabendo te sentir,
Aprendi vivendo,
Amando até doer,
Esperando que o tempo nos redima
E sigamos nesta tarde violeta, violenta.

quarta-feira, 16 de março de 2011

O Dourado dos Seus Olhos, Colorindo o Preto e Branco.

O Sonho Dourado


Pela lente dos teus olhos
vejo no alto cume da estremecida montanha
um grande clarear
dourado do sol.

Mas a luz dos teus olhos pousados
resiste a luz dos olhos meus
em uma ânsia louca de me provocar
e me atira para o lado como se faz com qualquer um.

Então o dourar do mundo
se torna obsessão para os pequenos olhos de criança
que olha com admiração o mundo se tornando seu.

E segue vaidosa, reconfigurando a anatomia dos mortais
como uma borboleta atirando às turbas
o pó dourado de suas asas.

Neste eterno irradiar de luz
faz a gente pensar...
Pensar na vida,
Pensar no sonho,
E desejar pra sempre estar em um sonho dourado..

VIGIAR E PUNIR. MICHEL FOUCAULT. RESENHA

Michel Foucault Vigiar e punir – Nascimento da prisão FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir : nascimento da prisão; tradução Raquel Ramalh...