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Mostrando postagens de Abril, 2011

Levante contra a Prosápia

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Katita querida,
Ainda choca ver como pode
Ter gente pequena, mesquinha
E simplesmente cruel né?

Querem que eu me ajuste ao sistema,
Mas como posso fazer isso
Se o sistema esta desajustado?

Acho que a aula passada ao papel
Fica sempre mesquinha.
Alguns há, porém, Teeteto, cujas almas
Não me parecem prenhes;
E por isso não podem suportar
Que a sinfonia estará perturbada
Porque faltou uma nota.

Vêem-me, Katita,
Como um deslocamento no sistema,
Que se manifesta em forma de doença.
Posso até ajustar esta imagem tão provocante
À conveniência,
Mas, terei certa dificuldade
Em ajustar-me há esses trajes sem horizontes.

Eu bailo em poemas multicoloridos! Palhaços!
Converso com um índio Jivaro,
Desses que sabem reduzir cabeças
E personalidades grandes e poderosas
Bem como gente mesquinha e malvada.

Será que tenho que suportar
As conversas mesquinhas
Dos que não me suportam?
Tenho que suportar os sorrisos
Misteriosos e estranhamente
Sarcásticos do meu homônimo?

Não podendo suportar minhas p…

Estacionamento Proibido

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No alto dos seus vinte e poucos anos
Já passada a sua adolescência
E continuando a sonhar como na infância,
Caminhou em direção ao fogo,
Tateando os móveis
Enquanto acostumava os olhos à escuridão.

Brotavam olhares indiscretos pelas esquinas.
Sem mais nem menos te vejo em horas tortas,
Entre os pássaros de barro que descansam
Pousados na estante, sem dor ou crime.

Combinamos o local
E eu fui ao seu encontro
Em um estacionamento
Filaduplaeno com canteiro central.

Seu nome é sinônimo de generosidade,
Se o abrevio então é sinônimo
De branca beleza e de uma obrigatória pureza.
Quando você passa, meu mundo se transforma,
Porque não sorri de volta? E você já vai.

Odeio a escuridão do estacionamento!
Quando estamos lá ela me diz que é impossível
Sofrer a dois e de nada adiantaria,
E o amanhã proverá o que precisamos.

Consegues fazer sorrir quem está triste,
E as tuas palavras suscitam emoções
E os sonhos começam a ter forma.
Estou no meu lugar, mas você vai me levar
Pra onde quiser e vo…

Amarga Insensatez

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Contemplo os belos dias que viram
O abrir do Neruda e o apagar do Sol.
E meus olhos teimosos
Podem secar,
Mas meu coração
Não ouvirá a razão.

Dirijo-me pra rua onde o medo não atua,
Onde posso ser um escravo livre
Da insensatez azul
E do equilíbrio do amarelo.

Meu coração sangra uma dor
Que não consigo comunicar a ninguém.
E segue amargando minha alma
Igual a mistura de cachaça com Ferné,
Recuso todos os toques.

Preciso de suas mãos pra mexer a terra
E arranhar uns acordes de violão
Quando por fim eu empunhar a espada da justiça
Para sangrar os que te sangram,
E punir os que nunca sangraram
E não merecem perdão.

Até hoje choro a ilusão perdida.
Procuro acalmar a dor sofrida
Conjugando insensato não merecer
Com não mais amar.

Sem a poesia e uma garrafa de cachaça
Não teria o amanhã pra chorar os sete arcanos.
Minha vontade é insensata, ingrata e oferecida,
Não sede aos apelos da minha razão dramática
E só pensa que nasceu pra seguir os teus passos.

As cordas do meu violão estão cal…

Busco o Silêncio dos teus Beijos.

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Quem me dera toda vez que fechar os olhos
Ganhar um beijo seu.
É que o seu beijo tocou não só os meus lábios,
Mas também o meu coração. Quero o silêncio para esquecer sua voz,
Lembrando-me sempre do tempo em que um beijo
Calava a nossa voz,
E que o silêncio queria dizer
Eu Te Amo.

Vem de volta pro futuro,
Vem de novo deixar os meus lábios mudos
Sem nada dizer, querendo que o nosso
Silêncio acorde meio mundo.

En El silencio de mi habitácion
Yo no puedo olvidarte.
No silêncio do meu quarto
Ainda sinto o murmúrio de tua voz
Que me faz acumular dissabores.

Todo verso que componho vem na forma de lágrima
Que busca no silêncio a melhor resposta,
Que quer esquecer o tom da tua voz,
O seu jeito de falar,
O seu sorriso lindo,
Buscando forças nas poesias de Dalai Lama.

Uso meus ouvidos para escutar boa música,
Para estimular o silêncio mais completo,
Para ouvir o silêncio do último beijo
Que me roubou o fôlego.

É difícil sorrir quando se quer chorar,
É impossível esquecer quando se quer lembr…

O Meu Mundo que Você Criou

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O primeiro beijo como iria ser,
Se acontecesse,
Antes de te encontrar?
Mas foi só um sonho!
Nós nos beijamos no espelho,
Sem um afresco.

Lembra das cores que você pintou?
Você fez a chuva chover,
Você fez nascerem estrelas aqui no chão.
Cole em mim a tua cor!

Sou assim complicado,
Mas eu sei que você me entende.
Em acordes de calmaria minha vida sai,
Sai de mim em uma alucinante melodia
Que pra mim, em mim,
Produz devaneios em jardins de corações.

Nada pode ser tão complexo
Quanto o meu nada,
Torno-me indecifrável.
Tanto assim, que será complicado
Encontrar a mim mesmo.

Te aceito assim complicada demais!
Subi em tantas colinas
E não vi nem a tua sombra.
Procurei nos Samovares,
E nas águas do Volga,
Encontrei afrescos inconfundíveis
Só não consegui te encontrar.

Já cansei de me perder,
Não quero mais ir pra lua,
Quero ir pra rua.
Quero ir para um satélite de Júpiter,
Com as coordenadas de uma coluna isolada.

Estou aqui pensando em você,
Falando absurdos diante de espelhos múltiplos,
Z…