terça-feira, 3 de maio de 2011

O doce amargo do seu amor

Querida, hoje quero te escrever
Algo despretensioso e doce
Como são as coisas vindas de ti.
E na doce loucura do desejo
Digo que foste o meu mundo
E pra sempre o será.

Sussurrei o seu nome ao vento
Para poder me ouvir,
E recordo a alegria sem fim
Que sinto quando você me abraça,
E o calor imenso quando você me beija.

Agora sinto o doce sabor amargo
De te amar.
Só em teus lábios,
Eu encontro meus gemidos.
Seus seios contornados pela blusa,
Fazem-me sinal da curva do seu corpo ondulado,
Esta fantasia me encanta e de verdade
Desestrutura-me.

A noite passada acordei com o gosto
Amargo da perda na boca,
Era só um sonho.
Mas depois desta noite a boca
Só tem sentido o gosto amargo
Das frustrações.

Me acorde! Diga-me que o pior passou!
Me acorde para a vida começar
Dentro da vida. Para ouvir a voz doce
Que nunca se calou. Para sentir
O prazer contínuo, do Sim, do Quero.
Para ficar sem fala diante de teu sorriso.

Desestruturo-me com seu jeito seguro de agir,
Mas a cada lembrança sua
Minha força se renova!
Perco-me neste sentimento de final
E de renovação e chego a uma só conclusão:
Eu te amo com todas as forças do meu ser.

Sinto deslumbrante magia, em noite de luar,
Entregando-me a você da maneira mais
Profunda e nua. Respiro fundo para amar você.
Quero-te intensamente pra mim. Perdoe-me
Pelas flores que roubo do seu jardim
Para poder te presentear.

Assim te amo, porque não sei amar
De outra maneira, com toda minha
Desestruturação cerebral
E com a criação de novas redes
Neuronais e elétricas,
Experimentando da mistura de amargo
E doce da bebida que é o retrato perfeito
Dos meus sentimentos.

Inspiro-me em heróis que desafiam
As forças armadas, para terem vez e voz,
Só pra dizer que amo você,
E mesmo que doa,
Vou te amar pra sempre.

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