Sou Poeta do Dia, do Sol!

Sou do Sol! Sou Poeta do Dia!
Eu canto a minha aldeia
Buscando a Luz do Sol, generosa!
Que se infiltra em inúmeros cantos,
Fazendo brilhar a inspiração.

Faço-me Poeta que sofre sonhando
Nas entrelinhas de um poema,
Amando o cálamo que não cala.
Chega-me a inspiração ao lembrar-me de você,
Então um poema traz o tema.

Pensei numa poesia que tivesse alma,
E Poeta me fiz de pensamento,
Nesse entrelaço do calor da emoção
Que flui da luz do Sol, o intenso colorista.

Cresci Poeta! Fostes a inspiração de meus poemas,
Deste-me sonhos, incentivos e teus afagos.
Mas casou-se com o Sol, e nem me olhas mais.
E eu me acho aqui onde não tenho nada,
Mastigo as horas do dia, à noite me consome.

Sou apenas um flash de inspiração,
Um motorista na contramão.
Busco minha inspiração no calor da Luz.
O que me enleva e sustenta
É a arrebatadora loucura do brilho do seu olhar.

Meus poemas são pássaros
Que chegam não se sabe de onde
E pousam no livro do meu pensar.
Todo dia o milagre se repete,
O Sol me ilumina quando
Garatuja a inspiração banal,
Pois sou Poeta do Dia, dos sonhos coloridos.

A dama da noite se veste de Dia,
Na tentativa de provocar meu riso.
O Sol me convida a ver pela janela
Que afeita e me alimenta de Luz e de ar,
O sorriso do calor de suas entranhas.

O musico musicou o poema conciso,
Casou letra e melodia com inspiração,
Mas nada se assemelha mais aquilo
Que chamamos inspiração
Do que a alegria de sua volta
Trazendo-me Luz e calor.

Escondo-me dentro de um ovo,
Para que o calor possa me chocar
E carregar minhas mágoas,
E espero que o Sol possa secar minhas lágrimas.

Tenho andado silencioso, pensativo
E há muitas coisas novas em minha alma.
Busco os momentos de cor, Luz, calor,
Que me deram vida em abundância,
E que me sustenta e maltrata
E é fero quando fica noite,
Pois sou Poeta do Dia.

Apago as Luzes pra ver se você volta.
Infante eu durmo no calor aparentemente seco,
Atendendo a cama que me chama: Vem dormi!?
Sonhar com o vento que corta a janela
Na fraca Luz d’arrebol.

Não precisa ser Poeta para ver poesia
Em gente, coisa, passarinho, avião.
Preciso de forças para disputar com o Dia
A Luz que te procura com uma suave inspiração.
Que me importa a Luz da lua.
Quero a Luz do Dia!
Pois sou Poeta do Sol, do Dia!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Propostas de Exercícios do livro "O Cortiço".

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. Filosofia da Educação. São Paulo: Moderna, 1996. pp. 14-76. (Fichamento e Resenha)

LUCKESI, Cipriano Carlos. Filosofia da Educação. São Paulo: Cortez, 1990. (Fichamento e Resenha)