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Mostrando postagens de Julho, 2011

Anjo de Vidro

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Quero fazer um poema pra você,
Falar sobre o significado do seu nome:
Pequenina, Delicada.
És pequenina e delicada, mas firme como Jó!
Uma joaninha enamorada.
Você inspira poesias de flor,
Inspira os sentimentos mais galantes e elegantes
Que possa existir no mundo.

Meu anjo de vidro
Sofro a delicadeza dos meus sentimentos
Com uma atenção desdenhosa.
Sua delicadeza revive em mim uma coisa morta
Que viverá enquanto você viver,
E os poemas que escrevo viverão
Em seus olhos pela eternidade.

O que posso escrever neste poema
Que já não seja teu?
Tudo te pertence, basta apenas que você
Tome posse.
Eu falei com você e pude ver o seu sorriso
Enquanto você brincava com a maçaneta
Do vidro da porta da entrada principal.

Quero fazer pra você um poema em noite de lua cheia.
Os sentimentos mais lindos estão escritos no seu olhar.
Seu olhar é macio. Seu sorriso me dá abrigo.
A pureza está em suas mãos.
A lindeza está em teu corpo, morena
Da cor de jambo, que ganha os meus olhos.
Fico a admirar e…

A IDENTIDADE DOS EXCLUÍDOS. RESENHA SOBRE O DOCUMENTÁRIO: FALCÃO – MENINOS DO TRÁFICO.

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Athayde, Celso e Mv Bill; Falcão – Meninos do Tráfico.


Um monstro não merece piedade nem compaixão. Quando este monstro conhece o seu fim por qualquer meio que seja, normalmente o que se tem é o suspiro de alivio das “pessoas boas”, que se vêem hostilizadas e cerceadas na sua liberdade por esse ser monstro medonho, desalmado e sem traço de humanidade. Mas o que fazer se descobrimos que esse monstro tem um coração, que nesse coração mora uma criança, e que essa criança só quer uma coisa: o seu carinho, um pouquinho do seu afeto, ocupar um cantinho que seja no seu olhar periférico e receber seu calor para vencer o frio do desprezo, e da exclusão?

Esta foi à situação que o rapper MV Bill trouxe à tona pela exibição do documentário: Falcão – Meninos do Tráfico. Este documentário foi produzido juntamente com o empresário de MV Bill, Celso Atahyde, e pelo centro de audiovisual da CUFA, Central Única das Favelas, que retrata a vida de jovens de favelas brasileiras que trabalham no tráfico de…

Saudades da Infância

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Quem dera poder voltar ao tempo de infância.
Quem dera poder estar na casinha simples
E acolhedora da fazenda.
Quem dera subir no meu pé-de-manga coração-de-boi,
Que se erguia imponente entre as outras arvores até
Tocar em um pedacinho do céu.

Quem dera correr pelo chiqueiro entre os porcos,
Que não se preocupavam com nada,
Que viviam sua vidinha perene e medíocre.

_ Vamos pegar goiaba!?
_ Oba! Oba! Eu quero da vermelha!
_ Ah, eu vou querer da branca, é bem mais docinha!

Quem dera colocar meus pés nas águas do córrego
Que passava no fundo do quintal. As suas águas
Corriam sempre tão suaves, e paravam por um instante
Debaixo da figueira, para se refrescarem.

_ Vamos brincar de Tarzan!?
_ Vamos, vamos, vou cortar um cipó, pra atravessarmos
voando pro outro lado.
_ Cuidado! Não pegue cipó seco, viu?
_ Pode deixar, achei um bom!

_ mãeee, tem formigas aqui! Me proteja mãe!
São muitas formigas, mãe! Não deixa elas me picarem!

Elas passam, correição, como uma enxurrada
Que corre depoi…

Vermelho Ardente

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Você surgiu de repente,
Veio com ar autoritário,
Chegou quebrando todas as vidraças.
Não pediu licença,
Não perguntou se podia entrar,
Não se importou com a placa: Afaste-se.
Jogou-me na cama e fechou a porta
Atrás de nós com o pé.

Seu sangue Ibérico
Prevaleceu nessa hora insana.
Não precisou de castanhola
Para que o sapateado se completasse.
Tentei resistir, gritar, me livrar,
Mas já era tarde demais pra mim... Cedi!

Deixei que você se apossasse do meu peito,
Se apossasse de meu coração,
Se apossasse de minha alma.
Suas mãos grandes, suaves e quentes
Cortavam o meu corpo
Como uma lâmina chamejante que desliza
Sobre o objeto do desejo.

Movido pelo intenso desejo, eu arranco seu lençol
E rastejo a língua por suas costas,
E você torce para que a luz do dia nunca mais volte.
Puxo-te para mais perto, mais perto, perto,
Até que não exista mais divisão entre você e eu.
Nossos corpos se misturam
Formando uma perfeita união entre o
Côncavo e o convexo.

Você quis se libertar, quis gritar,

Coração me desculpe!

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Coração
Me desculpe esse meu jeito.
Perdoe-me por ser sempre
Tão racional.
Perdoe-me por não achar
Que o céu seja azul.
Perdoe-me por não conseguir
Ver as flores do jardim.
Me desculpe esse meu jeito
Coração.

Coração
Me desculpe esse meu jeito.
Perdoe-me por querer
Ficar sempre no chão.
Perdoe-me por não ter
Coragem de viver.
Perdoe-me por não ter
O mesmo querer que você.
Me desculpe esse meu jeito
Coração.

Coração
Me desculpe esse meu jeito.
Perdoe-me por ter tanto
Medo de sofrer.
Perdoe-me por não deixar
Você sangrar.
Perdoe-me por não ter
Quem você quer ter.
Me desculpe esse meu jeito
Coração.

Coração
Me desculpe esse meu jeito.
Perdoe-me por esse amor
Prevenido.
Perdoe-me por esse amor
Vacinado.
Perdoe-me por negar
A quem você disse sim.
Me desculpe esse meu jeito
Coração.

Coração
Me desculpe esse meu jeito.
Perdoe-me por eu não achar
Que o mundo seja perfeito.
Perdoe o meu jeito sério
E às vezes bobo.
Perdoe esse meu jeito desolado
Perdido nas lembranças.
Me desculpe esse m…