Anjo de Vidro

Quero fazer um poema pra você,
Falar sobre o significado do seu nome:
Pequenina, Delicada.
És pequenina e delicada, mas firme como Jó!
Uma joaninha enamorada.
Você inspira poesias de flor,
Inspira os sentimentos mais galantes e elegantes
Que possa existir no mundo.

Meu anjo de vidro
Sofro a delicadeza dos meus sentimentos
Com uma atenção desdenhosa.
Sua delicadeza revive em mim uma coisa morta
Que viverá enquanto você viver,
E os poemas que escrevo viverão
Em seus olhos pela eternidade.

O que posso escrever neste poema
Que já não seja teu?
Tudo te pertence, basta apenas que você
Tome posse.
Eu falei com você e pude ver o seu sorriso
Enquanto você brincava com a maçaneta
Do vidro da porta da entrada principal.

Quero fazer pra você um poema em noite de lua cheia.
Os sentimentos mais lindos estão escritos no seu olhar.
Seu olhar é macio. Seu sorriso me dá abrigo.
A pureza está em suas mãos.
A lindeza está em teu corpo, morena
Da cor de jambo, que ganha os meus olhos.
Fico a admirar esse teu bronzeado
Cor de cacau pisado, com jambo misturado.

Talvez eu revele ao mundo neste meu verso
O seu poder encantado de tudo transformar.
O que não tem valor passa a reluzir em ouro
Com apenas um toque do seu olhar.
Visto-me de azul e ponho perfume de jasmim
E peço: por favor, toque em mim!

Parei as águas do meu sonho
Para que teu rosto eu possa mirar.
Para que a história que se passa
No velho Oeste possa se completar.
E eu possa entender esse estranho poder
Que me roubou a atenção.

Eu conheço de cor o seu sorriso e seu olhar,
Eles vêem de uma pequenina, delicada, morena jambo.
Só me resta supor e esperar com os pés na água quente.

Você me fala também com o teu silêncio,
Claro como uma lâmpada,
Simples como um anel.
Fale também no meu ouvido
Com a voz mais macia e mais grossa do mundo.

Quero te escrever um poema
Mas talvez eu não diga nada
Talvez eu apenas deixe meu silêncio
Gritando na noite rubra do seu olhar.
Noite igual por dentro ao silêncio, noite...
E peço que você deixe só uma luz acessa
E outra luz e mais outra...
E peço que você despretensiosa me apanhe do meu solo,
Meu mal-me-quer esquecido...
Peço que você esteja onde arde ao rubro
Tudo o que talvez seja o futuro.
Que sem conhecer eu adoro!

Por: Silvon Alves Guimarães
http://www.silvonguimaraes.blogspot.com/

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