domingo, 28 de agosto de 2011

Quero sua Sustância

Cola teu rosto no meu.
Esta me sentido?
Dos pés a cabeça?
Regosto do seu estilo não-estilo,
Mirando-me os traços,
Trêmulos de ardor.

Quero o prazer de puxar
Os cabelos de sua nuca.
Quero empapar-me de mel
Nos seus refolhos robustos,
Em que me refocilo
Gritando de êxtase.

Você me dá seu amor
Em doses homeopáticas.
Quero o seu amor envolvente,
Sem limite, sem preconceitos,
Que faça pulsar meu coração.

Você me dá chicletes,
Três moedas, um estilingue,
Um copo de leite com toddy,
Que não pode me dar sustância.
Preciso de vigor,
Quero ser contexto e não ficar avesso.

Quando me abraçar
Não fique a medir espaços.
Esfregue-se em mim
Como quem procura calor.
Pela malha de seda,
Realce todo juvenil vigor das suas formas.

Quero completar com você esta simbiose
Que contém a substância que me dá sustância.
Os alimentos leves e levianos
Que suavizam e traduzem o nada –
A não-substância,
Destes não quero saber.

Eu quero seu amor,
Quero seus beijos ardentes.
Quero ser diferente do Mouro
De Veneza e sua bela Desdêmona.
Quero em seus braços ser o
Côncavo e o convexo,
Deixando escapar o suor
Do calor do seu sexo.

Por: Silvon Alves Guimarães




sábado, 20 de agosto de 2011

Lá Fora Sol, Aqui Dentro Chuva

Lá fora chove
E aqui dentro tá tão vazio.
Me dá uma vontade de
Estar com você.

Lá fora a chuva cai
Aqui dentro o tempo esta fechado.
Vejo raios e trovoadas
A previsão é chuva nos olhos
E pancadas no coração.

Lá fora o vento forma tempestade
Aqui dentro a tormenta
Arrasa toda uma estrutura
Construída por anos.

Aqui tá tão vazio
Lá fora a chuva cai.
Você não quer voltar
Insiste em deixar essas nuvens
Que me sufocam.

Aqui dentro não haverá tempo bom
Lá fora a chuva já passou.

Aqui dentro tá tão frio
Lá fora o sol resplandece
Estende um convite
Pra curtirmos a vida.

Onde está a chave?
Preciso sair,
Aproveitar o sol lá de fora.
Mas onde está a chave?

Por Silvon Alves Guimarães
http://www.silvonguimaraes.blogspot.com/

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Não Tenho Razão

Perdoe-me por ter te escolhido
Pra viver ao meu lado pro resto da vida.
Desculpe-me por ter te perdoado
Quando eu devia ter acabado com tudo.

Sei que não posso querer que você
Fique presa a mim,
Quando seu coração pede pra ser livre.
Eu te deixo livre, te solto, pode voar!

Sei que não tenho a razão!
Só tenho o amor, a desilusão
E um coração partido!

Como pude um dia,
Achar que eu seria suficiente pra ti?
Agora vejo que fui um tolo!
Muito prazer! Meu nome é Otário.

Quem sabe um dia no futuro,
Nós dois? Improvável!
Mas não fico com mágoas,
Mas não te quero mal.

Sei que não tenho a razão!
Só tenho o amor, a desilusão
E um coração partido!
Muito prazer!
Meu nome é Otário.

... O sonho chega ao seu fim, enfim!...

Por Silvon Alves Guimarães


VIGIAR E PUNIR. MICHEL FOUCAULT. RESENHA

Michel Foucault Vigiar e punir – Nascimento da prisão FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir : nascimento da prisão; tradução Raquel Ramalh...