domingo, 28 de agosto de 2011

Quero sua Sustância

Cola teu rosto no meu.
Esta me sentido?
Dos pés a cabeça?
Regosto do seu estilo não-estilo,
Mirando-me os traços,
Trêmulos de ardor.

Quero o prazer de puxar
Os cabelos de sua nuca.
Quero empapar-me de mel
Nos seus refolhos robustos,
Em que me refocilo
Gritando de êxtase.

Você me dá seu amor
Em doses homeopáticas.
Quero o seu amor envolvente,
Sem limite, sem preconceitos,
Que faça pulsar meu coração.

Você me dá chicletes,
Três moedas, um estilingue,
Um copo de leite com toddy,
Que não pode me dar sustância.
Preciso de vigor,
Quero ser contexto e não ficar avesso.

Quando me abraçar
Não fique a medir espaços.
Esfregue-se em mim
Como quem procura calor.
Pela malha de seda,
Realce todo juvenil vigor das suas formas.

Quero completar com você esta simbiose
Que contém a substância que me dá sustância.
Os alimentos leves e levianos
Que suavizam e traduzem o nada –
A não-substância,
Destes não quero saber.

Eu quero seu amor,
Quero seus beijos ardentes.
Quero ser diferente do Mouro
De Veneza e sua bela Desdêmona.
Quero em seus braços ser o
Côncavo e o convexo,
Deixando escapar o suor
Do calor do seu sexo.

Por: Silvon Alves Guimarães




Nenhum comentário:

Postar um comentário

Valeu! Sua presença é Bem Vinda!

VIGIAR E PUNIR. MICHEL FOUCAULT. RESENHA

Michel Foucault Vigiar e punir – Nascimento da prisão FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir : nascimento da prisão; tradução Raquel Ramalh...