segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Meu Cafezal

Se fico assim... Sem eira nem beira
Só existe um lugar onde estar eu queira
Quero estar no meu cafezal
Quero poder contemplar o verde do matagal
Quero ouvir o cantar da Siriema
Ali no meu cafezal, quero esquecer meu dilema.

Eu queria ter mãos de Manassés
Pra colher pássaros com os pés.
Só queria estar quieto no meu cafezal
Contemplar a harmonia da natureza
Que rege uma orquestra de beleza.

Quero passar as madrugadas
Junto ao seu cálice que me inebria.
Se pra vida eu não dei bola
Se eu fugi cedo da escola
Foi pra ficar mais tempo contigo
Foi por causa desta cena rústica
Que deixa meu olhar tonto e me extasia.

Em meio dos Mandacarus
Eu me estirei na ribanceira do rio.
Meu Pai me conta histórias
Meu cachorro some no meio do cafezal
Ouço a perdiz, com seu triste pio.
Quero ficar perdido nos terrais do meu cafezal
Quero viver avesso a fantasia do seu quintal.

Em Lira, em Poesia, em Prosa Amadora,
Quero expor minha vida cheia de dilemas
Quero encontrar meus defeitos e enganos
Deixarei de lado minhas virtudes, sentimentos e pensamentos.
Componho o temor de outros fracassos
Nas terras dos cafezais
Não sei se te levo no sonho
Ou se te carrego nos braços.

Eu só queria estar quieto no meu cafezal
Contemplar a harmonia da natureza
Que rege uma orquestra de beleza.
Quero ouvir o cantar da siriema
E ali no meu cafezal esquecer o meu dilema.

Por: Silvon Alves Guimarães

 

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