Planeta dos Macacos: A Origem

O filme dirigido por Rupert Wyatt, trás efeitos visuais combinado com a tecnologia, para apontar um segundo momento onde os macacos, por fim dominam o mundo. “A Origem” esteve à altura do que se propôs o filme, que era honrar esse épico da ficção cientifica na sua quinta versão. Wyatt faz opção pelo caminho mais simples e alcança o melhor resultado que poderia.  
Will (James Franco) é um cientista que esta a procura de uma cura para o Mal de Alzheimer. Ele obtém sucesso quando descobre uma vacina que ajuda na recuperação da doença, porém vê tudo fracassar quando sua cobaia, a macaca apelidada de “Olhos Azuis” (Bright Eyes), põe a pesquisa a perder em um ataque de fúria que faz com que a empresa feche todo o projeto. Curiosamente os cientistas descobrem que o motivo da fúria era proteger seu filhote, até então, inexplicavelmente, fora do conhecimento de todos no laboratório. Will, na tentativa de salvar o filho da macaca, o leva para casa e logo descobre que, sua pesquisa ainda não terminou.
Uma curiosidade sobre a macaca cobaia e seu apelido, “Olhos Azuis” (Bright Eyes), devido à coloração nos olhos causada pelo vírus ALZ-112 é que na versão Planeta dos Macacos Original, esse foi o nome que o Dr. Zira (Kim Hunter) deu a Taylor (Charlton Heston), exatamente pelos seus olhos azuis.

Will dá o nome de César, ao filho de “Bright Eyes”. A partir daí César entra em cena e se descobre super desenvolvido, por causa da vacina aplicada na mãe dele. Will se dá conta de que o seu projeto afinal não foi um fracasso e pode assim desenvolver a cura para o seu pai (John Lithgow), que está acometido do Mal de Alzheimer. O filme se desenvolve de uma maneira muito coerente e no final o expectador de Planeta dos Macacos – A Origem pode acompanhar e aceitar a revolução em que César comanda um batalhão de macacos em direção a suas liberdades e na procura de seus direitos de serem reconhecidos como mais que cobaias e bichos de estimação.


O filme contém algumas referências ao planeta dos macacos Original. Por exemplo, em uma cena, César está montando um quebra-cabeças da Estátua da Liberdade, em referência ao fim do planeta dos macacos na primeira versão, quando é detonada uma bomba atômica junta a estatua da Liberdade.

Planeta dos Macacos – A Origem tem o seu lado politicamente correto, quando mostra a luta contra os abusos de que são vítimas as cobaias de laboratórios. Porém, o filme utiliza de muita sutileza em apontar um caminho a se seguir e não uma bandeira a ser erguida, se livrando do radicalismo míope de defensores dos direitos de animais. A construção do roteiro coloca os macacos como sendo os heróis e todos são levados a torcer por eles.

Inteligentemente os roteiristas constroem a trama não atrás de um bando de macacos que querem vingança de uma sociedade que os maltrata, mas o foco se faz na procura de identidade como grupo. César, no começo, talvez não se encaixasse na equação, porém ele passa a perceber que mesmo sendo diferente ele não precisa ser uma ameaça e a partir daí procura um meio de se desvencilhar daquele mundo ao qual não pertence.


Planeta dos Macacos – A Origem mostra o paradoxo da humanidade cientificamente avançada e que quer continuar evoluindo a qualquer custo, mesmo colocando em risco sua existência e o grupo símio que deseja estar em harmonia com a natureza e embora sendo resultado da ciência avançada, preferem ficar a parte e deixar os humanos se autodestruírem na sua ganância descomedida.

A técnica utilizada para dar movimento aos macacos é impressionante e faz de cada um deles uma estrela em especial. Feliz também foi a escolha do elenco “humano”, havendo uma perfeita harmonia especialmente entre James Franco e o veterano Lithgow.

Um excelente filme que relembra um clássico que tantas emoções já trouxe ao público da Sétima arte.


Eu assisti! Eu escrevi!

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