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Mostrando postagens de Julho, 2012

Coração Alado

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Eu tenho sonhos, e neles te vejo... Sempre!
Vejo-te sempre em meus sonhos como uma pomba branca que vem comer em minhas mãos. Essa imagem que tenho de ti, me agrada me faz feliz, porque te vejo em minhas mãos, tão tranqüilo, toda branca, com um arrolhar suave, enquanto eu, calado, apenas me atrevo a te olhar, apenas respiro quando esta bem perto. Por várias vezes quis que minha mão livre te buscasse e tocasse suas penas brancas, mas me detive por medo de assustar-te e lamentando, não te toquei! Nem uma só vez!
Como Estou? Como esta minha mão, aquela que dava de comer? Deveria ter fechado minha mão e não te receber? Deveria ter te assustado, ter te tocado? Mesmo hoje não sei dizer. Deixastes de estar em minhas mãos e hoje me encontro só, com as mãos vazias. Por quê?
Nunca poderei saber... só sei que hoje não sou mais o mesmo, passou muito tempo, me falta algo, eu sinto, eu sei cada vez que vejo perto de mim uma pomba branca voando, minha mão quer voltar a abrir-se, acreditando que te vejo…

Recordações

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Sempre me lembro de você, não posso te esquecer... Nem querendo! Há muitos pensamentos em minha mente e necessito pensá-los para colocá-los em ordem, quando os pensamentos estão entrelaçados, quando ajuntam em uma forma tão carinhosa e complexa, é necessário voltar ao começo de tudo e ali me deixo ir, para que tudo comece de novo, em ordem... Recordando!
Recordar é uma forma de querer que tudo se repita. Porém, se tudo se repetir, se voltarmos a viver tudo novamente, ainda que somente uma segunda vez, nada mais do que uma segunda vez, correremos o risco que, por repetir tudo, tudo posso se tornar comum, e tudo que vivemos, não foi nada comum. Voltaremos a viver tudo outra vez? Não!
Entre nós houve sentimentos tão ternos, tão carinhosos, que não deveriam nunca serem despertos, nem por uma vez sequer, deveriam ficar pra sempre no mundo das ilusões, pois assim não fariam sofrer e nunca teriam fim. Mas, tudo aconteceu. Todos os sentimentos existiram para que pudéssemos recordar e por mais tri…

Nietzsche e a imoralidade da moral cristã

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“É preciso destruir a moral para libertar a vida”. (Nietzsche, Vontade de Poder, vol. I)             Para Nietzsche todo e qualquer sistema moral (há morais e não a moral) é determinado por um conjunto de instintos que se definem em dois tipos: afirmativos e glorificadores da vida ou negativos e caluniadores. A moral, seja ela qual for, tem um fundamento psicofisiológico, ou seja, é a partir do corpo do sujeito que julga e da forma como este com aquele se relacionam que se constitui a perspectiva sobre a vida chamada valor. A moral, nas suas diversas formas, é manifestação ou sintoma de uma determinada espécie de vida: ascendente ou descendente. Quando Nietzsche usa o termo “Destruir a moral”, ele quer dizer que se deve destruir certa espécie de moral, deve-se mostrar a sua imoralidade, deve-se mostrar que moral é falsa e que ela foi cria ou inventada para satisfazer os instintos de ódio, vingança e ressentimento que são em si, contraditórios aos próprios princípios pregados pela moral…