Cartas Chilenas - Carta 4ª (reeditado)





Critilo maldiz o seu coração de poeta, que não o deixa aproveitar a vida, que exige dele que complete logo a sua história. Para escrever outra carta para Doroteu, Critilo dispensa banquete na casa de Alceu. Na sua 4ª carta, Critilo continua discorrendo sobre a construção onerosa da cadeia pública, em que escravos e presos tem de trabalhar todos os dias sem nenhum descanso semanal.

Responde, louco chefe, se podes

Tais violências fazer. Não era menos

Lançares sobre os povos um tributo?

Os homens que tem carros e os que vivem

De víveres venderem são, acaso,

Aos mais inferiores nos direitos?

Esta cadeia é sua, porque deva

Sobre eles carregar tamanho peso?

(versos 230 a 237)
O grande chefe não cansa de suas peraltices. Manda confiscar o carro usado na construção de um templo religioso, mantido por esmolas dos devotos e dos que pelas bênçãos do Cristo foram atendidos. Como justificativa, Fanfarrão, diz que quando Cristo esteve na terra mandou que Pedro pagasse o imposto por ele, portanto, não devia a imagem do Cristo, também continuar no mesmo proceder do seu real?

 



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