Cartas Chilenas - Carta 7ª

Critilo inicia a 7ª carta comparando a riqueza e a boa vida que os nobres desfrutam em Portugal, aqui chamada de Espanha. Os nobres são possuidores de fazendas com palácios e muitos servos. Porém, longe do reino de nossa majestade, aproveitadores, como Minésio, desfrutam de regalias destinadas aos nobres, contudo, ele e seus lacaios, se possuem riquezas são as extorquidas das pessoas de bem e em geral dos mais pobres.

Assim os generais da nossa Chile
Têm diversas fazendas: numas passam
As horas de descanso; as outras geram
Os milhos, os feijões e os úteis frutos
Que podem sustentar as grandes casas. (p.112)

“Que podem sustentar grandes casas”. – Em Vila Rica há grandes proprietários que possuem pelo menos duas terras. Uma para divertimento e outra que gera lucros tão altos que podem sustentar várias famílias ou casas luxuosas.

Indigno, indigno chefe! Tu não buscas
O público interesse. Tu só queres
Mostrar ao sábio Augusto um falso zelo;
Poupando ao mesmo tempo os devedores,
Os grossos devedores, que repartem
Contigo os cabedais, que são do Reino. (p. 120)

A política de Minésio é de pura exploração dos pobres e favorecimento dos ricos, com interesses em propina, é claro. Desta forma, os de poucos meios tem sido duramente penalizados e os cofres de nossa majestade, o Rei de Portugal, tem sido esvaziados.

Amigo Doroteu, o nosso chefe
Patrocina aos velhacos, que lhe mandam,
Para que mais lhe mandem. Prende e vexa[549]
Aos justos, que entesouram[550] suas barras,
Para ver, se oprimidos se resolvem
A seguir os caminhos dos que largam. (p. 122)

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