quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

As Origens do Pensamento Grego


Jean-Pierre Vernant, ao escrever o livro “As Origens do Pensamento Grego”, procura resgatar um aspecto social que muita falta tem feito no mundo atual: “O Humanismo”. É digno de nota que entre o pensamento grego havia valores que determinavam o que é cultura. Hoje, a ausência desses valores e do humanismo tem gerado uma “sociedade tecnocrata”. Neste procurarei através do pensamento de Vernant, entender o pensamento grego, suas origens e como esse pensamento pôde influenciar de modo positivo uma sociedade.


Entre os séculos VII e VIII surge a polis grega, ou as cidades-estado. Essa foi uma invenção que teve um aspecto social inteiramente novo entre os gregos.

Um primeiro aspecto de influência da polis se dava ao fato de haver uma superioridade da palavra sobre outros instrumentos do poder. Os gregos transformaram o uso da palavra em uma verdadeira divindade. Raciocinam que esse poder das palavras já é sentido nos rituais religiosos e nos decretos reais. Agora desejam levar essa importância da palavra ao povo em comum, que poderá através da exposição de discursos, atuarem como juízes assegurando a um dos lados a vitória.

Em segundo lugar a polis apresenta a oportunidade de um domínio público, em oposição a processos secretos. Isso se faz por haver discussões em pleno dia, onde todos podem avaliar o conjunto das condutas, dos processos, dos conhecimentos. Os gregos adotaram um sistema totalmente democrático, dando acesso a todos ao plano intelectual. Portanto, quem se impunha pela força, agora deverá fazer uso da dialética para que seja aprovado.

Entre os gregos a vida política era marcada pela palavra falada e agora a palavra escrita passa a marcar a vida intelectual. Através da palavra escrita se faz a redação das leis. O que é garantia de permanência e acessibilidade de todos. De modo que “dizer” o direito se torna o bem comum, a regra geral. É claro que em certos aspectos o caráter divino das leis ainda permanece, mas agora um divino modificável e mais perto das pessoas.

Até mesmo no aspecto religioso o pensamento grego, conforme gerido pela polis, tem a ampla influência. Anteriormente os sacerdotes tinham como propriedade particular a proteção divina, tinham como que um “parentesco especial com esse poder divino”. A polis confisca esse relacionamento particular, pessoal, com o poder divino, e o transforma em acesso público em benefício da população comum. Objetos que eram sacros e eram mantidos em secreto se tornaram imagens que servem para serem vistos e para darem um espetáculo de “ensinamento sobre os deuses”.

Com o surgimento da polis e a mudança do pensamento grego, a sociedade se vê sempre confrontada com dois caminhos a seguir sempre. Havendo assim uma divisão de opiniões e esta não será recusada devido ao fato de ser uma promoção dos gregos. Por exemplo, com o surgimento da filosofia a duas posições a adotar, ou se aceita os mistérios ou se aceita que o mundo seja aberto em todos os aspectos. Os filósofos vivem em conflitos, em uma hora se imaginam iluminados, como todas as respostas e em outra ocasião se retiram do mundo, fechando em si.

Então o pensamento grego trouxe o “prestígio para a palavra”, bem como o desenvolvimento das práticas públicas, e em outro aspecto trouxe também a “semelhança” do povo grego. Embora cada um tenha sua origem, sua função, sua classe, parece que de certa maneira há uma “semelhança” de uns e outros. Esta semelhança produz a unidade da polis.

Com o desenvolvimento democrático da polis grega, há uma rejeição da aristocracia, pois esta reforça o individualismo e assim causa desigualdades sociais, o que seria prejudicial à unidade. Desta forma, este pensamento grego dá o devido valor ao humanismo o que garante no mínimo uma boa convivência entre semelhantes.

A Cidadania entre os Romanos




 “ROMA”... Esse nome com certeza evoca a idéia de um império poderoso e duradouro. Não só o poderio militar de Roma era imponente, mas também sua política e sua cultura. Como era tratado o ser individual neste império? O texto de Pedro Paulo Funari nos apresenta o mundo romano que criou sistemas, filosofias e idéias que até hoje são perseguidos.


Funari mostra logo no começo do seu texto que devido à diversidade de povos existentes em Roma, uma característica desta cidade era a liberdade que se tinha ao seguir sua cultura pessoal, seus costumes religiosos e de ter direitos básicos a cidadania. Diferente dos gregos, que tinham a polis em primeiro lugar e só depois vinha o cidadão, para os romanos era o conjunto que formava a coletividade.

As instituições e formas de governos romanos originais foram estabelecidas pelos etruscos, que eram os principais invasores. Neste sistema havia uma divisão de grupos: a nobreza e o restante da população. Da mesma forma duas divisões existiam entre os romanos: os patrícios e os plebeus. Também se pode destacar o papel feminino na sociedade. Havia uma grande participação das mulheres na elite romana, o que era surpreendente, pois no mediterrâneo as mulheres tinham pouco ou nenhum destaque.

Durante a república romana, especialmente nos séculos IV e V, houve uma grande luta interna entre duas classes existentes em Roma, que eram os patrícios e os plebeus. Os patrícios eram os proprietários rurais, que formaram uma oligarquia. Eram eles que ocupavam os cargos públicos e religiosos, detinham também um grande poder militar. Esses patrícios eram os únicos cidadãos de pleno direito. Os plebeus abrangiam o restante da população, a massa de pessoas que não possuíam propriedades rurais. Esse grupo da plebe era composto por camponeses livres, artesãos urbanos e os comerciantes. O que incluía também descendentes de estrangeiros residentes em Roma.

Somados aos patrícios e aos plebeus existia mais duas classes que eram os clientes e os escravos. Os clientes eram agregados a serviço dos “homens bons”, os patrícios. Eles mantinham uma relação de fidelidade ao patrono a quem deviam serviços e apoios e de quem recebiam terra e proteção. Entre estes havia uma mobilidade social, podiam ganhar a liberdade e integrarem a plebe como também poderiam perder a liberdade e retornarem a condição de clientes. Os escravos por sua vez eram domésticos e faziam parte da propriedade dos patriarcas. Não havia, portanto, entre eles essa mesma mobilidade que existia entre os clientes.

A sociedade romana passa por grandes transformações a partir do momento que uma parte da plebe urbana consegue acumular riqueza, no entanto, continuam sem ter igualdade de direitos em relação aos patrícios. Assim, os plebeus urbanos buscavam os direitos de cidadão, queriam votar, ocupar cargos públicos, ter direitos políticos e sociais. Ao mesmo tempo os plebeus rurais iniciavam um movimento pelo fim da escravidão por dívida e queriam parte nas terras conquistadas de outros povos.

Com a expansão romana, havia a necessidade cada vez maior de contingente humano, para completar as fileiras militares. Desta forma, os plebeus tinham um poder maior de barganha, ou seja, lutavam no exército em troca de terem direitos políticos, sociais e acesso a terra. A união entre a plebe urbana e a plebe rural fortaleceu o movimento e provocou grandes mudanças na sociedade romana. No século III a.C, as camadas plebéias superiores passaram até mesmo a integrar a elite aristocrática.

Foi durante o século III a.C. que Roma passou por uma grande expansão territorial. Primeiro houve a expansão pela Itália antiga e logo a seguir a segunda guerra Púnica. Essa expansão militar trouxe benefícios e conseqüências para a sociedade romana. Em primeiro lugar aumentou-se grandemente o numero de escravos que eram os prisioneiros de guerras e também aumentou o numero de terras a serem distribuídas entre os patrícios e os plebeus. Mas, como conseqüência pode-se citar o esmagamento da pequena agricultura. Desta forma, a expansão propiciava a riqueza a alguns e levava outros milhares à pobreza, em especial os que tinham pequenas propriedades. Neste cenário não demorou muito para que novas lutas pelos direitos civis fossem desencadeadas.

Entre expansão militar, luta interna pelos direitos, mobilidade social, conquista de direitos e perda da liberdade, foi se formando uma sociedade que apresenta um aspecto público diversificado. Para os romanos a cidadania esta ligada a participação de todos nos assuntos que o império romano. Por exemplo, surge no cenário romano o conceito de opinião (opinio). Assim, os cidadãos romanos podiam concordar ou discordar de algo, tornando assim notória a participação de todos nos assuntos romanos, ou pelo menos estes tinham essa sensação de participação.

Havia também entre os romanos o conceito de “humanidade”, que tinha conotações que ultrapassava a “urbanidade”. As arenas eram um marco para separar os “civilizados”, que freqüentavam espetáculos, dos bárbaros. É claro que nem todos tinham o mesmo conceito a respeito destes espetáculos, mas de qualquer forma eram os cidadãos romanos que dava a palavra final sobre o assunto.

Roma, além de poder militar, legou ao mundo uma cultura ainda hoje admirada e em alguns aspectos ainda seguida em alguns lugares. Roma foi pioneira em dar valor ao individuo como cidadão e inovou ao estabelecer um governo com participação popular.

sábado, 25 de dezembro de 2010

UM "RIO CHAMADO ATLÂNTICO".


Alberto da Costa e Silva, no seu livro “Um Rio Chamado Atlântico”, apresenta uma visão excepcional sobre a relação Brasil/África. Do lado da “outra margem do Rio Atlântico”, seja do lado ocidental ou do lado oriental, semelhanças entre brasileiros e inúmeros povos africanos são bem visíveis.
            Com base no texto de Costa e Silva e alçado nas discussões e debates em sala de aula, procurarei encontrar elementos culturais que ligaram o Brasil e a África.
            O autor nos mostra que o Brasil teve uma contribuição cultural nada desprezível com elementos que contribuíram para a união Brasil/África. Essa contribuição brasileira não se deram só pelo volume e categoria dos escravos que retornaram ao continente de origem, mas também em como o tráfico desempenhou um papel importantíssimo nas ligações orgânicas entre as duas margens do “Rio Atlântico”.
            Houveram trocas culturais nas duas direções. A África recebeu e africanizou a rede, o milho e a mandioca. O Brasil por outro lado, utilizou o Dendê, a Malagueta e a Panaria da Costa. Reis e nobres, que chegaram ao Brasil na condição de escravos, buscaram, algumas vezes, reconstruir o pouco que podiam das estruturas políticas, religiosas e culturais da terra de onde haviam partido.
            Quando houve uma redução na mineração de diamante e ouro no Brasil, e consequentemente uma redução no numero de europeus que pra cá vinham com o objetivo de extração mineral, houve um aumento nas ligações Brasil/África.
            Com um vasto território para povoar, o Brasil passa a ver na África o seu principal provedor de material humano. Os africanos mesmo oprimidos, humilhados e reduzidos na sua humanidade, pela escravidão, tem um papel fundamental na ocupação do território brasileiro.
            Alberto da Costa e Silva nos apresenta uma visão de cultura como sendo elementos presentes na comida, na religião, na arte e até mesmo na linguagem. Estes são responsáveis por aproximarem os dois continentes e mereceu a menção ou comparação a um “Rio, o Atlântico”.
            No ano de 1835, ocorreu à guerra do malês, na Bahia, o que ocasionou o degredo de muitos ex-escravos ao continente africano. Entre os que retornaram estavam: negros nascidos no Brasil, mulatos, mamelucos, cafuzos, negros nascidos na África e levados como escravos ao Brasil e dele expulsos ou alforriados. Assim, muitos regressaram por vontade própria, outros movidos por outras forças fizeram o trajeto inverso, rumo ao continente africano.
            Ao retornarem, alguns se fixaram em terras distantes das de origem. Mas, mesmo os que retornaram para sua terra natal, encontraram ali uma cerrada estrutura cultural, com costumes e tradições a que não se sentiam mais vinculados. Portanto, procuraram se associar com os seus iguais, que também tinham sido abrasileirados no cativeiro e formaram assim comunidades próprias.
            Desde o começo, essas comunidades chamaram a si de “brasileiros”, e assim são conhecidos até hoje. Este fato foi notado pelos colonizadores e houve por parte do ingleses uma tentativa de desvincular a África do Brasil, mas sem sucesso. Até mesmo nas correspondências oficiais com os colonizadores, os abrasileirados, referiam a si como brasileiros e assim também o fizeram seus filhos e seus netos.
            Formaram-se bairros próprios de brasileiros como o “Brazilian Quartier”, o “Quartier Brésil” e o “Quartier Marô”, em Ajudá. Em Acra, a comunidade conhecida como povo “Tá Bom” tinha um bairro próprio. Esses bairros existem até hoje em regiões como Benin, Togo, Nigéria e Gana. Alguns dos “Brasileiros” destas regiões tiveram até mesmo participação de destaque na política, na cultura e na arte.
            Na ordem inversa, os Iorubás, e os Jejes difundiram fortemente sua cultura na Bahia. Os Congos e os angolanos tiveram grande influência em todo o território brasileiro.
            Alberto da Costa e Silva cita Gilberto Freyre que diz que os africanos ficaram “abaianados, acariocados e pernambucanizados”. Nas suas danças e folguedos na África era comum o uso do bumba-meu-boi e também as mascaradas carnavalescas. Na comida utilizam o feijão de leite de coco, a cocada, o pirão, a muqueca de peixe e o cozido.
            Na religião, divulgaram o culto a nosso senhor do Bonfim e a são Cosme e Damião. Na arquitetura impuseram os sobrados neoclássicos com seu estilo barroco. Influenciaram o estilo das estátuas em cemitérios e nas figuras de animais em louça e gesso.
            Uma forte influência cultural ocorreu especialmente nos muçulmanos brasileiros. Estes estavam mais para católicos no seu comportamento do que para maometanos. Em alguns lugares, como em Porto Novo, eram chamados de “muçulmanos Crioulos”, para os diferenciarem. Muitos deles se casaram com moças católicas, estabelecendo assim uma ponte entre o cristianismo e o Islame. Alguns de seus famosos templos como a mesquita Shitta e a mesquita Central, em Lagos, foram feitas em estilo brasileiro.
            Estas trocas culturais promoveram uma união entre o Brasil e a África, transformando o “Atlântico em um Rio”, fácil de ser cruzado. Embora larguíssimo, as “duas margens do Rio Atlântico” estavam unidas, e se confundiam no seu jeito e na sua maneira de ser.
            O Brasil se tornou extraordinariamente africanizado. A África está presente nos gestos, na maneira de ser e de viver e no sentimento estético brasileiro. Do outro lado do Atlântico é fácil ver os brasileirismos, como diz Costa e Silva. Há comidas africanas no Brasil, assim como há comidas brasileiras na África. As danças, as tradições, as técnicas de trabalho, os instrumentos musicais, as palavras, o comportamento social brasileiro, estão todos bem visíveis no dia-a-dia da África. Os escravos ficaram dentro de todos nós, seja qual for a nossa origem, Aproximando até hoje as “duas margens do Rio Atlântico”.

domingo, 19 de dezembro de 2010

O MUNDO BIZANTINO

"Bizâncio", este nome com certeza inspira, nos estudiosos, uma verdadeira admiração, pois através de uma cidade, um império ficou fortemente estabelecido. O objetivo deste texto é falar um pouco  sobre o império que até os dias de hoje tem sua influência. Alguns chegam ao ponto de dizerem que o império diversificou mas que nunca chegou ao seu fim completo. o fato é que na época este era o centro do universo. Vejamos, então, um pouco deste universo de poder e glória.

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        Bizâncio era uma antiga cidade estado, uma polis, situada às margens do Bósforo. Sua importância era pequena no cenário político da época. Porém, quando Constantino (306-37), escolheu esta cidade para se tornar a nova capital do Império, ela passou de uma cidade sem expressão para o “centro do universo”. Constantino rebatizou a cidade com o nome de “Constantinopla”, em homenagem a ele próprio. Tudo indica que sua escolha se deu devido ao ponto estratégico da cidade, que facilitava a vigilância nas regiões do Danúbio e do Eufrates.
            Houve empenhos para que esta cidade se tornasse o ponto de unidade do império romano. Justiniano I (527-65) fez esforços concentrados com esse objetivo e tentou estabelecer ali em Bizâncio uma nova Roma. Contudo, o que se podia ver era o surgimento de uma nova entidade e embora chamassem o império de império romano e a si de romanos, as diferenças eram bem nítidas, especialmente no que tange a capital do império.
            Os imperadores romanos procuravam dar a cidade de Constantinopla o Status patriarcal. Eles adotaram a “filosofia Judeu-romana de povo eleito”, os “novos israelitas”, e a cidade de Constantinopla seria a “Nova Jerusalém”. Com seu passado romano-judeo-grego, Bizâncio se torna imperial, cristã e metropolitana.
            Durante o governo de Teodósio I (379-95) a cidade alcançou o Status patriarcal que buscava. Este período foi marcado por um grande crescimento. Constantinopla, embora nunca possa ser comparada com Roma, ninguém pode negar que na época ela se tornou o “centro de gravidade do império”, transferindo assim as atenções do ocidente para o oriente. O fato é que a parte ocidental ficou fraca e a mercê dos inimigos. No começo os imperadores bizantinos cumpriam com a sua obrigação para com o ocidente enviando ajuda militar, que culminou na grande expedição de Leão I, ao norte da África para tentar livrá-los dos Vândalos.
            A estrutura da cidade era em torno de uma praça, onde ficava o “Foro de Teodósio”. Era também uma cidade composta de bairros. Normalmente estes bairros cresciam em volta de casas de pessoas influentes, onde se buscava uma proteção para si e sua família, por estarem ali próximos destas pessoas influentes. Tudo indica que se criou uma espécie de “clientelismo”, onde o povo comum esperava obter proteção e em troca ofereciam seus préstimos aos nobres e de destaque.
            Criou-se também um sistema monástico urbano na cidade de Constantinopla. Os monges urbanos adotaram uma filosofia que os tornava diferentes dos monges do deserto. Eles não queriam se isolar, mas procuravam a vida em comunidade e para serem aceitos, utilizaram a caridade. Os monges urbanos sempre tiveram grande influência no império, tinham poder para se oporem aos imperadores ou aos patriarcas.
            Roma seguia a tradição helenística, que atribuía poder divino ao imperador. Agora com a conversão ao cristianismo houve a necessidade de fazerem uma adaptação. Constantino, por exemplo, tomou ação para deixar clara sua posição, ele se dizia “igual aos apóstolos” e “amigo de Jesus”. Tinha porém, pretensões nada modestas de construir o seu mausoléu na “igreja dos santos apóstolos”, cercado de relíquias dos santos.
            Justiniano I realizou muito pelo império bizantino ao codificar as leis romanas, que foram terminadas em 533. Embora ele diga que a lei codificada por ele seja uma volta a lei romana clássica, houve sim, uma repaginação das leis.
            A unidade no Mediterrâneo foi com certeza a pretensão de Justiniano, e ele muito fez para isso. Contudo, a os que dizem que durante o seu império, houve elementos que deram inicio a crise que desestabilizou o império bizantino. Após a morte de Justiniano, em 536, a região do Danúbio ficou desprotegida, o que facilitou a entrada dos Avaros que conseguiram preencher o território deixado vago pela confederação dos Hunos, cerca de um século antes.
            O que podemos notar na trajetória da cidade de Bizâncio é primeiro uma cidade sem expressão, mas que se tornou o centro do universo e marcou um período de transição da era antiga para a medieval, desempenhando um papel fundamental para a sobrevivência de um poderoso império, o romano.


VIGIAR E PUNIR. MICHEL FOUCAULT. RESENHA

Michel Foucault Vigiar e punir – Nascimento da prisão FOUCAULT, Michel. Vigiar e punir : nascimento da prisão; tradução Raquel Ramalh...