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Mostrando postagens de 2014

(Re)construção de um (re)significado

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“... Eu abri meu coração/ como se fosse um motor/ e na hora de voltar/ sobravam peças pelo chão” (Engenheiros do Hawai). De modo poético esta música nos fala sobre uma ação que se tornou fundamental em nossos dias: a desconstrução da razão para a obtenção de conhecimento.
A sociedade atual é uma sociedade do agora, do imediato. Tem ocorrido uma superestimação da informação em detrimento do conhecimento historicamente produzido. Com os avanços dos meios de comunicação, tendo a internet como ponto culminante, não é de admirar que as pessoas se convençam que não precisam do conhecimento produzido nas instituições de ensino. Praticamente todo assunto que se queira saber está disponível nos meios modernos de comunicação.
Nesta sociedade altamente tecnologizada, as informações estão disponíveis e são facilmente acessadas. Porém, é preciso compreender que estas mesmas informações estão soltas e não conseguem, por si só, se articularem com as experiências humanas, a fim de se transformarem em c…
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Muitas vezes fotos que são consideradas incríveis ou inspiradoras para quem as vê nos meios de comunicação, têm uma trágica história por trás, quase sempre arrasando a vida dos protagonistas envolvidos. Veja a seguir algumas das mais famosas fotos que fizeram história e carregam uma áurea de sofrimento.
1. Neda Soltani e Neda Agha Soltan
Neda Soltani (esquerda) era uma professora de Inglês no Irã. Neda Agha Soltan (direita) foi uma mulher que recebeu um disparo no ano de 2009, durante uma manifestação em Teerã, cuja morte foi filmada por um transeunte e amplamente difundida na internet. Os meios de comunicação, em busca de imagens de Neda Agha Soltan, se depararam com o perfil no Facebook de Neda Soltani e devido a semelhança dos nomes e do rosto das duas mulheres, confundiram a professora com a vítima do disparo. Rapidamente, em todo o mundo se viu a imagem de Neda Soltani em notícias sobre Neda Agha Soltan. Devido a esta confusão, Neda Soltani sofreu e sofre ataques de pessoas diversas: …

Brasil - A independência pacífica, não tão pacífica.

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Guerra e morte na Bahia A ideia que a maioria dos brasileiros tem da independência continua marcada pelo cenário pacífico da tela O Grito do Ipiranga, de Pedro Américo, em que a separação de Portugal parece ter sido conquistada por um gesto quase minimalista de dom Pedro em um cenário pitoresco e plácido às margens do riacho paulista. Não há, em todo o quadro, sequer uma gota de sangue, qualquer vestígio de uma guerra, como a que foi travada na Bahia pela independência do Brasil.

No lugar das margens plácidas do Ipiranga, as batalhas na Bahia pela separação de Portugal foram travadas em águas mais profundas, no oceano Atlântico ou às margens do rio Paraguaçu, que apesar dos seus 600 quilômetros continua ofuscado pelo córrego em que dom Pedro parou para se aliviar antes de proclamar a independência. É que, à época, o gesto de dom Pedro pouco mudou a situação de várias províncias do país, que continuavam comandadas por Portugal. A situação havia se agravado em dezembro de 1821, quando e…