Seminário de História Moderna II

As Mentalidades e o Cotidiano comparados aos Tempos Modernos de Charles Chaplin, essa foi à temática sugerida pela professora Sandra Nara da Silva Novais, na disciplina História Moderna II, onde os grupos iriam escolher um aspecto do texto de Adhemar Martins Marques, “As Mentalidades e o Cotidiano”, e ver como este mesmo aspecto pode ser detectado no filme de Charles Chaplin, “Tempos Modernos”.

A sala foi dividida em quatro grupos que escolheria um aspecto do texto. Os grupos ficaram assim definidos:

Grupo 01: Daniela, Luciana Cândida, Rita e Silvon. “Cultura Popular e Cultura Dominante” e “A Condição Camponesa na Itália Renascentista.

Grupo 02: Elda, Liddy, Luana e Marco Antônio. “Miséria e Insegurança em Paris, no tempo do Rei Sol”.

Grupo 03: Adelino, Emmeline, Juliana, Lilian e Wesley. “Comida e Bebida”.

Grupo 04: Fabiano, Luciana Carvalho e Rozenilda. “A Sexualidade: da Doutrina da Igreja à Realidade dos Comportamentos”.


Cada grupo teve uma hora para apresentação, usando Data show, trechos de filmes, objetos de época, etc. A professora Sandra Nara é flexível em como o grupo apresentara o seminário, dando sempre oportunidade para que se use a criatividade em grupo e individual.



Os grupos procuraram utilizar de vários recursos para que as apresentações se tornassem interessantes. Relacionado com os trabalhadores e camponeses, tivemos ferramentas como martelo e pincel, capacetes de obra, relógio de ponto antigo, com cartão de ponto personalizado para cada um na sala, relógio de ponto de guarda-noite e relógio de ponto digital. Sobre a Comida e Bebida, foi organizado um banquete pelo grupo... Rsrsrs Na apresentação sobre a Sexualidade alguns produtos eróticos foram exibidos como destaque das mudanças em relação ao sexo. Além disso, outros recursos foram utilizados como: Slides, trecho de filmes como: “Os Tempos Modernos”, “The Kid”, “As loucuras de Dick e Jane”. E também um quadro com pintura contemporânea.


A teórica das apresentações teve como foco a critica que Charles Chaplin, durante toda sua vida, apresentou sobre o tratamento dispensado a classe trabalhadora. As condições de miséria, porém, não são privilégios somente da era industrial dos dias de Chaplin. Os camponeses do Renascimento também tiveram de conviver com situações de miséria extrema e depois dos dias de Chaplin continuaram a ter tratamento desumano.


O filme de Charles Chaplin nos mostra todos os aspectos da crise Pós-Grande Depressão, e apesar disso não é um filme triste, é alegre e divertido, e nos mostra que mesmo quando os problemas parecem não ter solução, não devemos desanimar, pois sempre há um novo caminho a seguir.


Mas é possível conscientizar o espectador enquanto ele se diverte? O riso não espantaria a tomada de consciência? O filósofo Walter Benjamin, nos anos 1930, acreditava que os trabalhadores poderiam se conscientizar e elevar seu “espírito” na mesma medida em que se divertiam e se reconheciam nos personagens de uma obra. Benjamin admitia certas virtudes, artísticas e políticas, no cinema voltado para o entretenimento.

De modo descontraído, porém sério, o Seminário, deu oportunidade para que pudéssemos fazer uma reflexão sobre o mundo dos dias atuais e nossa participação como individuo e como grupo na sociedade.



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