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Mostrando postagens de Novembro, 2011

“O Queijo e os Vermes”, as evidências da circularidade nas “classes Subalternas”

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Resenha de “O Queijo e os vermes” de Carlo Ginzburg
“O queijo e os vermes” foi publicado por Carlo Ginzburg em 1976, a partir de documentos do Santo Ofício, em que o autor conta a história de Domenico Scandella, conhecido por Menocchio, um moleiro que viveu em Montereale na região da cidade do Friuli e que foi julgado duas vezes pela inquisição e terminou condenado e queimado na fogueira. O interesse por Menocchio se deu ao acaso. Enquanto Ginzburg pesquisava sobre bruxaria e a Inquisição encontrou um processo de sentença extremamente longo. Uma das acusações que chamou atenção de Ginzburg foi a de que o réu sustentava que o mundo tinha sua origem na putrefação.
[...] "Eu disse que segundo meu pensamento e crença tudo era um caos, isto é, terra, ar, água e fogo juntos, e de todo aquele volume em movimento se formou uma massa, do mesmo modo como o queijo é feito do leite, e do qual surgem os vermes, e esses foram os anjos.” (Ginzburg, 2006 p.36)
Ginzburg surpreende em sua obra ao mo…

Feitiçaria: de Crime a Charlatanismo. A História das Mentalidades esclarecendo a mudança do Imaginário.

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Resenha de “Magistrados e Feiticeiros na França do Século XVII” de Robert Mandrou
A “Santa Inquisição” e os “tribunais laicos” dedicaram-se, do século XV ao século XVII, a perseguição implacável aos praticantes da feitiçaria. Milhares de indivíduos que foram acusados de praticar malefícios e feitiçarias foram perseguidos e mortos. No passar dos anos, Historiadores tem levantado a problemática quanto ao porquê de tão longa e cruel perseguição, e tentam também entender as razões do rompimento desta tradição de séculos. O Historiador francês Robert Mandrou, integra o grupo de pesquisadores que se dedicaram a historia da feitiçaria[1]. Recusando-se a escrever a tradicional história dos vencedores, e interessado nos modos de sentir e de pensar das massas anônimas, Mandrou integra o grupo dos historiadores da “História Nova” ou “História das Mentalidades”. Robert Mandrou no seu trabalho procura “dar voz aos humildes”, resgatando seu universo de crenças. Em suas observações ele destacou que as…

Seminário de História Moderna II

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As Mentalidades e o Cotidiano comparados aos Tempos Modernos de Charles Chaplin, essa foi à temática sugerida pela professora Sandra Nara da Silva Novais, na disciplina História Moderna II, onde os grupos iriam escolher um aspecto do texto de Adhemar Martins Marques, “As Mentalidades e o Cotidiano”, e ver como este mesmo aspecto pode ser detectado no filme de Charles Chaplin, “Tempos Modernos”.

A sala foi dividida em quatro grupos que escolheria um aspecto do texto. Os grupos ficaram assim definidos:
Grupo 01: Daniela, Luciana Cândida, Rita e Silvon. “Cultura Popular e Cultura Dominante” e “A Condição Camponesa na Itália Renascentista.

Grupo 02: Elda, Liddy, Luana e Marco Antônio. “Miséria e Insegurança em Paris, no tempo do Rei Sol”.

Grupo 03: Adelino, Emmeline, Juliana, Lilian e Wesley. “Comida e Bebida”.

Grupo 04: Fabiano, Luciana Carvalho e Rozenilda. “A Sexualidade: da Doutrina da Igreja à Realidade dos Comportamentos”.


Cada grupo teve uma hora para apresentação, usando Data show,…

Quero Você Carente

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Quero que você resfrie. Quero que você fique gripada. Você fica tão carente quando esta resfriada, Fica tão dependente do meu carinho. Quando você fica gripada Posso te aconchegar com ternura.
Passe o dia no meu colo, manhosa, birrenta. Como uma gata, se esfregue em mim, E peça carinho como uma criança. Eu não vou te machucar, juro! Eu só quero ter você perto do meu peito.
Menina, você é paixão! Vem me dar este seu calor febril. Deite-se neste colo que é só teu! Noite escura... pujança. A única luz que permanece É a luz vinda de sua presença.

Quero você carente! Jeito moleque... Criança. Jeito maroto... Manhosa. Encher tua alma... Mimos. Coração acelera... Alegria.
Durma em meus braços. Repouse em meu colo. Faço-te um cafuné, Dou-te um abraço Pra te colorir e te cobrir De bem querer.

Vestibular 2012 UFG – A Manutenção de um Sonho

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Aconteceu no dia 13 de novembro de 2011, no horário de 13h00min às 18h10min, a primeira fase do vestibular da Universidade Federal de Goiás. Todo ano este acontecimento movimenta milhares de pessoas, algumas buscando sonhos, outras tentando ajudar na realização destes sonhos. Neste ano foram cerca de trinta e sete mil candidatos que se inscreveram para tentarem uma vaga neste tão concorrido instituto de ensino.

Na cidade de Jataí foram realizadas provas em seis locais diferentes. Eu estive presente no prédio do Cesut, Centro de Ensino Superior de Jataí, onde já tive a oportunidade de ajudar no ano anterior, 2010. Para o sucesso do vestibular, a UFG conta sempre com a colaboração, na sua maioria, de pessoas que compõem a família UFG, ou seja, alunos de graduação, da especialização, do mestrado e funcionários das diversas áreas.


Para a execução do vestibular, os trabalhos, iniciaram a vários dias, culminando no treinamento de todos os que estarão diretamente envolvidos no processo. Port…

Escola da Ponte – Educando para a Diversidade

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Na conferência de encerramento do XXVI Congresso de Educação do Sudoeste Goiano, realizado no período de 7 a 11 de novembro, tivemos a oportunidade de ouvir uma excelente conferência, aliás, conforme definição do palestrante, um “diálogo”, com o Professor José Pacheco, da Escola da Ponte em Portugal. Com um alto poder de comungação, o professor José Pacheco, conseguiu capturar a atenção da assistência de tal forma que se não fosse o fato dele se cansar, nós, a assistência, seriamos capazes de ficar mais tantas horas só diálogando com o professor.

Em entrevista a Vitor Casimiro, Exclusivo para o Portal Educacional, José Pacheco fez a seguinte afirmação:

"Será indispensável alterar a organização das escolas, interrogar práticas educativas dominantes. É urgente interferir humanamente no íntimo das comunidades humanas, questionar convicções e, fraternalmente, incomodar os acomodados". disponível: http://www.educacional.com.br/entrevistas/entrevista0043.asp)

As palavras do Prof…

AMOR IMPOSSÍVEL

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Sou adepto dos amores impossíveis. Apego-me sempre a quem jamais terei. Se te vejo assim tão distante Continuo a desejar que esteja próxima. Sou como o sol Que se apaixonou pela lua.
Eu acredito em amores eternos, Daqueles que nos acompanham aonde vamos. O amor eterno é o amor impossível. Os amores possíveis começam logo a morrer, E procuramos neles uma pureza da impossibilidade.
Hoje choro lágrimas por saber Que você é meu amor impossível. Choro lágrimas de alegria Por saber que esse amor é meu E que apesar de impossível será eterno.
Percebo o tamanho da loucura que vivo, Pois você em breve estará enlaçada Por um amor possível, E eu continuarei todos os dias Com a tristeza a me sufocar, Com a solidão a me diminuir, Mas alegre por ter esse amor eterno.
Meu amor impossível, se um dia, Eu sorrindo passar por você fingindo Alegria nesse olhar amante, Não me olhe, Procure esconder de meus olhos inocentes O amor que sempre estará ausente.
Entrego-me a ânsia do meu querer. O meu olhar te espera num rio sem margens, …