Cartas Chilenas - Carta 2ª (reeditado)




 

Mal se põe nas igrejas, de joelhos,
Abre os braços em cruz, a terra beija,
Entorta o seu pescoço, fecha os olhos,
Faz que chora, suspira, fere o peito,
E executa muitas outras macaquices
Estando em partes onde o mundo as veja.
(versos 85 a 90)
Quem ousa falar contra Minésio, rapidamente é acusado de um crime qualquer e se vê fechado na cadeia. Também nesta situação, Fanfarrão se faz de vitima, um justo sendo caluniado, mas diante seu acusador, mostra ter compaixão estando disposto a esquecer toda “calúnia” feita contra ele e perdoa o acusado desde que este se comprometa a não mais lhe insultar. Não é por nada que o autor destas cartas fizesse questão do anonimato, pois corria perigo sua vida.
Fanfarrão faz papel de juiz, o povo aflui a sua casa em busca de obtenção de vantagens. Fanfarrão, se faz de deus, concedendo a vontade de todos sem se importar se estes têm ao seu lado a justiça ou não. Assim a criminosos é concedido o perdão, aos malfeitores a razão, aos que cometem os mais diversos atos desonestos, é lhes concedido a virtude. Javé, o Deus soberano, tem de seguir regras para o bom andamento do universo, mas Peralta, não conhece restrições.
 

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