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Mostrando postagens de Novembro, 2012

O prisioneiro

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Situação Complicada... Eu pendurado pela perna Acima de um triturador... Verdes, encaracolados... Trago-te do presente para o passado Com seus limites e – deslimites... Vejo-te como um clarão Que afasta a trave do olho E penetra os tímpanos Com a agudeza dos gritos Sufocados por tempos... Perco-me em seus olhos, Neles encontro os 3.975 versos Do Roman de La Rose... Sou como rouxinol Que se esforça com silvos e gorjeios, Mas asseguro-te que posso chorar amargamente. Tens dualismos em tudo... Um olho azul e o outro verde. Cabelos cacheados e loiros Com mechas azuis por causa Do cloro da piscina de Monster High. As partes do corpo são presas por suturas. Não posso resistir aos olhos verdes-claros Com sombracelhas arqueadas e Cabelos cacheados... Enquanto folheio o mapa carcomido Olho de relance e te vejo... Os cabelos encobriam grande parte do seu rosto, Meio assanhados, carentes de penteio... Você sorri com a face levemente abaixada, Seus olhos fortes e diretos Capturam-me e prendem-me. Durante todos os dias, Com meu ol…

O DESAFIO DO ENSINO DE HISTÓRIA FRENTE ÀS NOVAS TECNOLOGIAS

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A partir dos anos 1980 os estados e municípios elaboraram novas propostas curriculares, que, junto com os novos Parâmetros Curriculares Nacionais, elaborados pelo governo federal a partir dos anos 1990, têm visado alavancar, transformar, atualizar o ensino de História. Os desafios do novo mundo tecnológico têm feito com que se almeje dar ao público escolar as ferramentas para enfrentar os desafios do mundo globalizado. O desafio atual é empregar a Tecnologia para a Educação.
Em meio ao que Circe Bittencourt (2004) chamou de “seleção cultural” do conhecimento essencial para o aluno, a quem diga que é necessário antes fazer uma verificação das “tradições escolares” que permanecem, visando entender as reinterpretações que são dadas aos antigos conteúdos e métodos. Seria tolice pensar que as reformas, as mudanças curriculares representariam uma mudança total de conteúdos. As alterações se dão apenas nas técnicas e nos métodos de ensino, que procuram uma dinâmica que dê conta de responder a…

ENCONTROS IMPORTANTES DE NIETZSCHE: O FASCÍNIO DE WAGNER

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Cosima Von Bulov, em pleno século XIX, desafia as convenções sociais, que não permitem que mulheres assistam aos debates filosóficos, e se instala junto de Wagner, o seu amado. Em 17 de Maio de 1869, ela pessoalmente convida Nietzsche a entrar no circulo de debates. Nietzsche logo fica impressionado com o assunto em discussão: Siegfried. Percebe por algumas notas que se chega até ele, que há um vibrante heroísmo que não encontrara até aí senão prefigurado nos seus antecessores gregos — Heráclito e Empédocles. Fala-se de tudo: de Schopenhauer, dos Gregos, da tragédia, do papel que deve ser restituído à música nestes séculos ameaçados pela decadência. Nietzsche é imediatamente conquistado.
Tudo predispõe Nietzsche à euforia: a revelação de uma música que exprime o fundo trágico da alma, o impulso e o refluxo das suas mais elevadas aspirações, a estranha fusão do amor e da morte, a única que pode satisfazer, a justificação da paixão pelo gênio, cujo exemplo é a união de Cosima e de Wagner…

ENCONTROS IMPORTANTES DE NIETZSCHE - A influência de Schopenhauer

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Quando Nietzsche leu o livro “O Mundo como Vontade e Representação (1819)”, de Schopenhauer, ele se viu completamente enveredado pelos domínios da filosofia. Nessa obra Schopenhauer afirmava que a verdadeira essência do homem era a vontade e não a razão. Viver é querer, desejar. A vontade de viver era, para Schopenhauer, uma força implacável, um instinto fundamental e cego que arrastava o homem na senda indefinida e infinita do desejo. Segundo Schopenhauer, a dinâmica do desejo era fonte de sofrimento. Insaciável, a vontade faz com que o homem viva a dor da insatisfação. É preciso, diz Schopenhauer, que o homem se esforce por negar a vontade, renunciando ao desejo e à consequente infelicidade. A vida é fonte renovada de sofrimento: urge negar a vontade de viver, estancar a dinâmica absurda do desejo, mediante uma existência meramente contemplativa — a arte liberta das dores do mundo — ou pelo ascetismo. O fascínio por esta sombria filosofia foi superado, rapidamente, por Nietzsche. Art…

A NOVA LDB, OS PCNs E O ENSINO DE HISTÓRIA

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Relativismo, Multiculturalismo... Estas palavras podem muito bem descrever o mundo social da atualidade. Uma sociedade marcada pela mudança. Mudar sempre é o lema. Em sociedade tão dinâmica como a nossa não consegue conviver com o passado e nem com o que provêm deste passado, mesmo o passado remoto. Selva Guimarães Fonseca (2003) menciona que a “mudança se tornou a pedra de toque da criação”. O que rompe com o passado, portanto, se torna a criação. O homem da atualidade não passa por um rompimento com o passado, ele já carrega a ruptura dentro de si. Por isso não devemos tomar como exageradas as palavras de Fonseca (2003) quando ela menciona que hoje está ocorrendo uma “mudança no interior da mudança”. Em meio a esse mundo veloz nas mudanças, em meio à crise da educação, os educadores de História se confrontam com o seguinte dilema: como conseguir estabelecer uma relação orgânica entre educação, cultura, memória e ensino de História? Faz-se urgente a compreensão das Leis de Diretrizes …

NIETSCHE E SUA VISÃO DIONISÍACA DA VIDA

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“A afirmação do desvanecimento e da aniquilação, o elemento decisivo numa filosofia dionisíaca, o dizer sim à oposição e à guerra, ao devir, com a radical renúncia ao próprio conceito de 'ser' — eis o que em todas as circunstâncias devo reconhecer como a minha maior afinidade com o que até agora foi pensado.” (Nietzsche, Ecce Homo.)
A adesão firme de Nietzsche à visão dionisíaca da realidade determinará profundamente o seu pensamento e a sua crítica à cultura ocidental desde Sócrates até a época em que viveu. A sua fórmula será, então: “Preferir a vida a todo e qualquer outro valor, ser a sua máxima afirmação, santificá-la como totalidade em que bem e mal, dor e gozo, crueldade e alegria estão necessariamente enlaçados.”
A concepção dionisíaca da vida sacraliza os instintos fundamentais, afirma festivamente a unidade do homem com a natureza, colocando-se assim nos antípodas da moral cristã que, segundo Nietzsche, é profundamente antinatural. O representante supremo da religiosid…

TEORIA VERSUS PRÁTICA OU TEORIA COM PRÁTICA? OS DILEMAS DA FORMAÇÃO DOCENTE.

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Durante anos se desenvolveu a ideia de que o estágio é uma disciplina que está em oposição à teoria. O pensamento que se tem sobre a formação de uma profissão é de que ela seja aprendida na prática e na prática a teoria é outra. Pimenta e Lucena (2004) dizem que essas afirmações demonstram que os cursos de licenciaturas não fundamentam teoricamente a atuação do professor nem toma a prática como referência para a fundamentação teórica. Segundo as autoras houve um sucateamento da licenciatura por esta ser ligada a reprodução de conhecimento, enquanto que ao mesmo tempo, o bacharelado estaria ligado à pesquisa. Com esta visão as disciplinas do currículo de licenciatura ficaram isoladas entre si, e mais, sendo apenas reprodutoras de conhecimento, essas disciplinas não estabeleceriam relações com a realidade, ficando quase sempre desvinculadas do campo de atuação dos futuros profissionais, ou seja, quando o recém-professor chega à escola onde irá atuar ele se encontra totalmente despreparad…

O Beijo: Símbolo do Romantismo

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Alguma vez você já foi beijada(o) por um desconhecido(a)? Ou ainda, alguma vez você foi fotografada(o) por um estranho enquanto beijava a um desconhecido(a)?
Quando terminou a 2ª Guerra Mundial, a Praça Times Square em Manhattan, ficou lotado de pessoas que estavam comemorando a vitória americana sobre os japoneses. Um jovem com traje escuro de marinheiro se dedicou a agarrar e beijar a todas as mulheres que passavam diante dele. O fotógrafo germano-americano da revista LIFE, Alfred Eisenstaedt estava por ali com maquina fotográfica, seguindo e registrando as peripécias deste estranho Dândi. Uma jovem, em traje branco de enfermeira estava parada em meio à multidão que comemorava. Sem nenhum aviso, o marinheiro que já buscava a mulher para beijar se encontrou com a enfermeira e de supetão plantou os seus lábios nos lábios dela. Isso em meio à celebração do dia da vitória e diante dos olhos de todos os nova-iorquinos que ali se encontravam. Eisenstaedt tirou a fotografia deste beijo entre…

A CRIANÇA, O ABUTRE, A FOME E O PULITZER

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É difícil acreditar que em pleno século XX possamos ver cenas como essa ocorrer, e acreditem, cenas como essa são mais comuns do que si pensa. Sempre me pergunto como pode as nações ricas se vangloriar de sua riqueza, ostentar seus luxos, enquanto crianças no seu próprio país, ou em outros países, ditos do terceiro mundo não têm alimento para continuarem mantendo a sua vida?
O bebê da foto acima se chamava Kong Nyong, nasceu no Sudão e não conheceu outra coisa neste mundo a não ser o sofrimento, o abandono, a angústia e a morte. A pulseira branca em seu pulso era a sua identificação quanto ao estado letal em que se encontrava. As pulseiras identificadas com a letra T indicavam que a criança sofria de subnutrição grave. As que tinham a letra S indicavam a necessidade de suplementos alimentares. Kong tinha a marca T3, sofria de desnutrição grave.
Essa história foi resgatada pelo “diário espanhol El Mundo”, no ano de 2011, 18 anos depois do acontecido. O jornal espanhol foi até Ayod, no S…

Lágrimas de verão

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Agora cai uma chuva torrencial em Jataí. Depois de tantos dias de sequidão, Em fim as águas levarão a poeira daqui.
Será que você não quer aproveitar, E com um cantinho do seu olhar, Vir me livrar do meu sempre secar?
Meus sapatos estão encharcados, Minha roupa se molhou. Não me importo! Como é bom sentir o frescor De uma chuva de verão, Que cai na primavera, E alivia os dias de calor.
As lágrimas em meus olhos são chuvas de verão Que se lembra de nós, pra acalmar meu coração. Quem dera você pudesse entrar em cena, E segurar minhas lágrimas de doce sal, Para tudo se transforme em poema.
A cidade supre sua carência de chuva, As águas caem com mais força agora. Venha consertar meu coração, Acalmar meus medos, Diga pro meu coração Que as lágrimas são chuvas de verão.